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política
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Lula reduz viagens internacionais em seu terceiro mandato

Presidente ficou 127 dias fora do país desde janeiro de 2023

Camila Souza Ramos13 de junho de 2026 às 04:10
Lula reduz viagens internacionais em seu terceiro mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido um ritmo mais tranquilo em suas viagens internacionais durante seu terceiro mandato. Desde janeiro até junho de 2026, Lula realizou 70 deslocamentos para fora do país, acumulando 127 dias longe do Brasil, o que representa aproximadamente 10% do tempo de seu mandato atual.

Em 2023, Lula passou 51 dias fora, enquanto em 2024 o número foi de 23 dias, seguido por 40 dias em 2025 e, até agora em 2026, apenas 13 dias. O levantamento inclui viagens já realizadas, e o presidente ainda tem compromissos agendados, como a Cúpula do G7 na França e a reunião do Mercosul no Paraguai.

Menos deslocamentos do que os mandatos anteriores

Comparando-se com os primeiros dois mandatos, o número de viagens de Lula é significativamente menor. No primeiro mandato (2003-2006), ele fez 104 visitas internacionais, totalizando 216 dias fora do Brasil. Já no segundo (2007-2010), esse número aumentou para 146 viagens e 276 dias fora. Em contraste, o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, realizou apenas 31 visitas, somando 63 dias fora do país.

A pandemia da Covid-19 impactou a frequência das viagens internacionais.

Número reduzido de países visitados

Neste terceiro mandato, Lula visitou 42 países até o momento, uma diminuição em relação aos 51 no primeiro mandato e 61 no segundo. Fonte próximas ao presidente indicam que a realização de eventos internacionais importantes no Brasil e a opção por contatos virtuais têm influenciado esse menor ritmo.

Principais Continentes Visitados

Europa e Ásia foram os continentes mais frequentados, com 10 visitas a cada.

Os Estados Unidos e a Colômbia foram as nações mais visitadas, com cinco viagens cada. O presidente também esteve quatro vezes no Uruguai e três em países como Argentina, Vaticano e Emirados Árabes Unidos.

Uma parte significativa das viagens do presidente resultou da participação em cúpulas multilaterais, incluindo quatro cúpulas do G7 e três assembleias gerais da ONU.

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