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política
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Marília Campos critica candidatura própria do PT em Minas Gerais

Ex-prefeita de Contagem ressalta que decisão pode fragilizar alianças

João Pereira25 de junho de 2026 às 13:20
Marília Campos critica candidatura própria do PT em Minas Gerais

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, expressou descontentamento com a decisão do PT de lançar uma candidatura própria para o governo de Minas Gerais, um dia após a validação dessa estratégia pelo presidente Lula.

Ela qualificou a iniciativa como um "equívoco estratégico" e reafirmou seu foco na disputa pelo Senado, em um contexto onde o PT busca consolidar suas alianças.

Apoio e Decisões Internas

A declaração de Marília ocorreu após uma reunião no Palácio da Alvorada, onde Lula recebeu lideranças do PT mineiro. Durante este encontro, Leninha, presidente estadual da legenda, anunciou a intenção do partido de manter a candidatura própria.

Marília Campos defende a formação de uma frente política em vez da polarização.

"

A realidade política de Minas e os desafios de 2026 exigem capacidade de diálogo e construção de consensos

Marília Campos.

Marília argumentou que a polarização política pode dificultar a sobrevivência de uma maioria necessária para o respaldo ao projeto do presidente. Em sua visão, manter um debate polarizado esvazia as chances de solucionar as demandas reais da população mineira.

Em vez de lançar uma candidatura exclusiva do PT, ela sugeriu que o partido deve liderar uma coalizão com outros partidos aliados, como PCdoB, PV, PSB, MDB, Rede, PSOL e PDT.

A pré-candidatura ao Senado é vista por Marília como uma via essencial, já que atualmente Minas Gerais não conta com senadores que se alinhem ao governo de Lula, além de fortalecer a presença feminina em cargos de liderança.

Desafios para o PT

A resistência de Marília representa um complicador para a estratégia do PT na formação de um palanque fiel a Lula em Minas, estado considerado crucial para as eleições presidenciais de 2026. Após a retirada do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB), o partido iniciou a busca por uma nova liderança para as eleições estaduais.

A direção nacional do PT, com Edinho Silva à frente, havia tentado persuadir Marília a abraçar a candidatura ao governo, mas seu posicionamento mantém-se firme na intenção de concorrer ao Senado.

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