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política
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Oposição aprova moções de repúdio a Lula por declarações polêmicas

Críticas de Lula geram reações na Comissão de Segurança Pública

Fernanda Lima16 de junho de 2026 às 15:55
Oposição aprova moções de repúdio a Lula por declarações polêmicas

A oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro conseguiu, nesta terça-feira, 16, aprovar duas moções de repúdio contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Comissão de Segurança Pública da Câmara.

As moções foram motivadas por declarações polêmicas de Lula, que chamou os filhos de Bolsonaro de "traidores da Pátria" durante um evento em Catalão (GO). Essa afirmação provocou reações de deputados da bancada oposicionista, liderados pelo deputado Capitão Alden (PL-BA), que considera esse tipo de retórica prejudicial à convivência política.

Lula, ao criticar o apoio dos filhos de Bolsonaro a intervenções estrangeiras, fez uma comparação histórica infeliz com Joaquim Silvério dos Reis, sugerindo a traição por delações.

Na justificativa para a moção, Alden argumentou que críticas a adversários políticos não devem ser interpretadas como ofensas à nação, ressaltando que a referência a punições severas contraria princípios constitucionais e contribui para a polarização existente.

Além disso, Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, decidiu formalizar sua insatisfação e entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal, argumentando que as palavras de Lula ultrapassam os limites da retórica política aceitável.

Outra declaração controvérsia sobre celulares

A comissão também aprovou uma segunda moção de repúdio contra Lula em resposta a comentários feitos pelo presidente durante uma reunião do Conselhão, em 10 de junho. Na ocasião, Lula fez observações sobre a devolução de celulares roubados, insinuando que a população de baixa renda estaria mais propensa a adquirir produtos ilegais.

O deputado Alberto Fraga (PL-DF), autor do segundo requerimento, defendeu que essa associação é equivocada e estigmatiza injustamente pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Ele enfatizou que a pobreza não pode ser considerada como um indicativo de criminalidade e que declarações desse tipo apenas intensificam preconceitos sociais.

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