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política
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Regiane Bressan alerta sobre influência dos EUA nas eleições brasileiras

Especialista discute eleições na América Latina e os desafios no Brasil.

Mariana Souza30 de junho de 2026 às 06:20
Regiane Bressan alerta sobre influência dos EUA nas eleições brasileiras

A professora Regiane Bressan, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destacou que os Estados Unidos continuarão a exercer pressão sobre a América Latina e as eleições no Brasil.

Vitórias recentes de líderes de direita na América Latina ressaltam uma tendência na política regional.

Após três semanas de apuração, Keiko Fujimori ganhou as eleições no Peru, superando o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma margem de 49.641 votos. Bressan enfatiza que esse resultado é parte de uma onda que começou no início dos anos 2000, com a crescente governança da direita na região.

O cenário da América Latina e os novos líderes

Em países como Colômbia e Argentina, a direita também tem conquistado mando político, com presidentes como Abelardo de la Espriella e Javier Milei, que se alinham com os interesses dos Estados Unidos. Bressan observa que, enquanto de la Espriella é um empresário sem experiência política, Fujimori traz uma trajetória familiar ligada à política e já havia concorrido em outras eleições.

A segurança pública e o combate ao narcotráfico estão no centro das campanhas eleitorais, refletindo as preocupações da população com a violência crescente na região. Bressan assinala que a descrença na política tradicional e a urgência por soluções rápidas influenciam as escolhas eleitorais.

A influência dos Estados Unidos

Bressan argumenta que, mesmo que os líderes de direita se alinhem politicamente aos Estados Unidos, não significa que terão o apoio incondicional deste país. Ela menciona a tensão que pode surgir em torno das eleições brasileiras, já que os EUA buscam candidatos que se alinhem aos seus interesses para recuperar influência na região.

Contexto

Os Estados Unidos vêm tentando retomar sua posição de influência na América Latina após um período em que a China aumentou sua presença no continente, especialmente em várias áreas de investimento.

Além disso, Bressan indica que uma possível vitória de Lula no Brasil poderia resultar em um cenário de isolamento em relação aos EUA, considerando as estratégias pragmáticas do Brasil, que busca manter boas relações na região e garantir sua presença nos diálogos internacionais.

A análise de Bressan sugere que a política de segurança e a pressão dos EUA continuarão a ser temas cruciais nas campanhas eleitorais na América Latina, refletindo um panorama de crescente radicalização política na região.

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