Sóstenes Cavalcante é investigado por suposta fraude em compra de imóvel
Polícia Federal apura esquema envolvendo escritura forjada

A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação em 1º de janeiro de 2026, visando averiguar se apoiadores do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) falsificaram a escritura de compra de um imóvel, tentando justificar R$ 470 mil que foram apreendidos durante uma operação anterior.
Em dezembro de 2025, Cavalcante foi alvo de mandados de busca em uma operação que investiga possíveis desvios nas cotas parlamentares. Na ocasião, agentes encontraram uma quantia significativa em dinheiro vivo em um flat relacionado ao deputado.
✨ A escritura do imóvel foi formalizada apenas 11 dias após a apreensão do dinheiro.
Segundo a PF, a escritura foi lavrada em 30 de dezembro de 2025, mas afirma que o pagamento ocorreu em 24 de novembro do mesmo ano. A discrepância nas datas levanta sérias questões sobre a veracidade da transação.
A análise policial destacou that a escritura foi registrada no mesmo dia em que os mandados de busca foram cumpridos, insinuando que documentos podem ter sido elaborados retroativamente para legitimar uma negociação que na verdade não ocorreu.
A PF também encontrou evidências de que não havia movimentações financeiras que sustentassem a alegação de pagamento em dinheiro. Um levantamento financeiro não apontou nenhum saque que correspondesse à data estipulada na escritura.
Sobre Peculato
Peculato é o crime cometido quando um funcionário público se apropria ou desvia bens públicos ou particulares que acessa em razão do seu cargo.
A investigação sobre Sóstenes e outros aliados começou em resposta a suspeitas de utilização de empresas de fachada para justificar despesas com recursos públicos, incluindo locadoras de veículos. Durante as buscas, o montante em espécie foi encontrado escondido em um armário.
O deputado alega ser alvo de perseguição judicial, afirmando que o dinheiro apreendido é resultado da venda do imóvel e que não o depositou em um banco devido a uma 'correria de trabalho'.
Com a apreensão inicial, a PF ampliou as investigações e intensificou o rastreamento das movimentações financeiras dos envolvidos, revelando que o comprador, Thiago de Paula, não registrou saques próximos ao suposto pagamento do imóvel.
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