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política
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Trump age por impulsos e desafia aliados, diz Anne Applebaum

Jornalista critica a falta de estratégia do presidente americano.

Camila Souza Ramos04 de abril de 2026 às 03:35
Trump age por impulsos e desafia aliados, diz Anne Applebaum

A renomada jornalista e historiadora Anne Applebaum alega que o presidente dos EUA, Donald Trump, toma decisões impulsivas sem uma orientação estratégica clara, evidenciando uma governança voltada para interesses pessoais e familiares.

Decisões impulsivas

Em entrevista à publicação WW Especial, Applebaum observou que Trump demonstra uma preocupação constante em parecer vitorioso. Seu discurso e ações sobre temas complexos como o Irã e a economia dos EUA mudam frequentemente, conforme o que ele acredita que reforçará sua imagem de vencedor.

Trump alterou sua posição sobre as intenções dos EUA em relação ao Irã diversas vezes, o que gera incerteza entre os aliados.

Applebaum argumenta que essa instabilidade torna difícil para os aliados de longa data dos EUA entendê-lo, levando muitos a adotarem uma postura neutra em questões como o conflito no Oriente Médio. Ela observa que, enquanto Trump ameaça, a Europa permanece reticente em se envolver, como demonstrado pela negativa da Espanha em permitir o uso de suas bases aéreas para ataques a Teerã.

Mudança na liderança americana

Segundo a jornalista, Trump tem moldado um estilo de liderança inédito na história recente dos EUA, distanciando-se da tradição conservadora e avançando mais para um tipo de radicalismo focado nas suas necessidades pessoais. Ele emitiu um número recorde de ordens executivas em um único ano, superando os feitos de muitos de seus predecessores.

"

Embora haja pessoas ao seu redor que possuem ideologia, ele não pensa dessa maneira

Anne Applebaum

Applebaum esclarece que sua análise não se trata de uma crítica direta, mas de um esforço para compreender melhor o comportamento e as escolhas de Trump enquanto presidente.

Contexto

Trump assinou 221 ordens executivas durante seu primeiro ano de mandato, evidenciando sua abordagem autoritária na governança e sua evasão do Congresso.

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