Papa Leão XIV pede restrições éticas para inteligência artificial
Encíclica destaca riscos da tecnologia em contextos de conflito

O papa Leão XIV solicitou medidas rigorosas em relação ao uso da inteligência artificial, destacando sua preocupação com o controle dessa tecnologia nas mãos de um número restrito de indivíduos, durante a divulgação de sua encíclica inaugural.
No documento, que marca um ponto de virada em seu pontificado, o líder religioso alertou que a evolução tecnológica está exacerbando conflitos globais e propôs uma série de regulamentos que visam preservar a inigualável "grandeza da humanidade" frente a essas mudanças rápidas.
Reavaliação da Guerra Justa
Leão XIV criticou a atual interpretação da teoria da "guerra justa", uma doutrina cristã que estabelece critérios para justificar ações bélicas. Segundo ele, essa abordagem está "ultrapassada" e a força militar deve ser utilizada restringida apenas à "legítima defesa no sentido mais estrito".
Além disso, o papa enfatizou que a maneira como imigrantes e refugiados são tratados é um teste vital para a justiça social, acrescentando que a Igreja também deve se desculpar por ter legitimado a escravidão e por sua lenta reação ao flagelo desse problema.
✨ O uso da inteligência artificial na guerra deve ser regido por rigorosas regras éticas, segundo o papa.
Contexto
A encíclica aborda questões mais amplas além da tecnologia, refletindo sobre crises humanas contemporâneas.
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