Brasil reduz em 86% crianças sem vacinas adequadas até 2025
Queda no número de crianças 'zero-dose' é atribuída a melhorias nos registros

O Brasil conseguiu uma redução impressionante no número de crianças consideradas 'zero-dose', que é o termo usado para aquelas que não receberam nenhuma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DPT1) no primeiro ano de vida. Estimativas da OMS e UNICEF revelam que o número caiu de 360 mil em 2023 para apenas 50 mil em 2025.
Os dados, fruto de uma pesquisa conjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do UNICEF sobre a cobertura vacinal, mostraram que o Brasil não só diminuiu a sua taxa de crianças sem vacinação, mas também melhorou sua cobertura vacinal de forma contínua ao longo dos anos.
✨ A redução de 86,1% no número de crianças sem vacinas é um marco importante para a saúde pública no Brasil.
Em 2024, o número de crianças zero-dose já havia baixado para 255 mil, seguindo uma tendência positiva que evidencia o aumento na cobertura vacinal e o aprimoramento dos sistemas de registro e dados sobre vacinação.
Desafios globais na imunização
No entanto, o cenário global revela um avanço lento e desigual na imunização infantil. Apesar de 90% das crianças terem recebido pelo menos uma dose da vacina DPT em 2025, a cobertura ainda está abaixo dos níveis pré-pandemia.
Contexto Global
Cerca de 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam qualquer vacina no primeiro ano de vida em 2025, com muitos vivendo em regiões afetadas por conflitos e crises. Isso acarreta em surtos de doenças, como o sarampo.
A OMS e o UNICEF enfatizam a urgência de fortalecer as campanhas de vacinação, especialmente em áreas vulneráveis, e combater a desinformação que afeta a confiança nos programas de imunização.
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