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Saúde
2 min de leitura

Dispositivos vestíveis revolucionam medicina preventiva no Brasil

Tecnologia promete detectar doenças precocemente com IA

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 11:35
Dispositivos vestíveis revolucionam medicina preventiva no Brasil

A medicina preventiva no Brasil está prestes a experimentar um avanço significativo através do desenvolvimento de tecnologias de monitoramento contínuo de saúde, utilizando dispositivos vestíveis, como relógios e anéis inteligentes.

Em uma colaboração entre Fapesp, Unicamp e Samsung, o novo Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) chamado Viva Bem está focado em criar inteligência artificial que detecte sinais sutis de diversas condições de saúde, incluindo distúrbios do sono, diabetes e Parkinson, antes que os sintomas se tornem evidentes.

Como Funciona o Novo Sistema

Diferente da medicina tradicional, onde os dados são coletados em consultas pontuais, a IA em dispositivos vestíveis possibilita monitoramento 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso permite a identificação de padrões que uma consulta médica rápida não poderia revelar.

A IA embarcada processa dados em tempo real, garantindo eficiência sem depender de conexões externas.

Principais Aplicações

  • 1Doença de Parkinson: análise de tremores e padrões de sono.
  • 2Saúde cardiovascular: monitoramento constante da variabilidade cardíaca.
  • 3Saúde mental: detecção de estresse e ansiedade através da condutividade elétrica da pele.
  • 4Prevenção de quedas em idosos: identificação de declínios na força e mobilidade.

Anderson Rocha, coordenador do projeto, afirma que "queremos, por meio desses dispositivos cada vez mais populares, detectar sinais invisíveis de doenças antes que se tornem clinicamente evidentes."

Princípios de Funcionamento

A IA é projetada para reconhecer a variabilidade individual, evitando diagnósticos genéricos, e trabalhar sob um compromisso com a explicabilidade, permitindo que médicos compreendam o raciocínio por trás dos alertas gerados.

Protocolos rigorosos de privacidade são seguidos para proteger os dados sensíveis dos usuários.

Com um investimento de R$ 20 milhões, o Projeto Viva Bem conta agora com mais de 70 pesquisadores, resultando em inovações significativas no setor de saúde.

O objetivo final não é substituir médicos, mas sim empoderar os usuários com informações precisas para que busquem ajuda profissional na hora certa, melhorando sua qualidade de vida.

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