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Saúde
2 min de leitura

Gripe aviária H5N1 ameaça agronegócio e saúde pública

Explosão de casos levanta preocupações sobre vírus e impacto econômico

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 09:20
Gripe aviária H5N1 ameaça agronegócio e saúde pública

Desde 2020, a cepa H5N1 da gripe aviária voltou a se propagar globalmente, afetando aves silvestres, granjas comerciais e até mamíferos em vários continentes. Recentemente, surtos foram confirmados em países como Austrália e Nova Zelândia, levantando questões sobre os impactos na saúde humana e na produção de alimentos.

O que é a gripe aviária?

A gripe aviária é uma infecção causada por vírus Influenza A, predominantemente em aves. A variante H5N1 é a mais preocupante, pois causa alta mortalidade em criações comerciais de aves.

Desde 2020, esse vírus se alastrou rapidamente, começando pelo Hemisfério Norte, expandindo-se para a América do Sul, Antártida e Oceania, afetando diversas espécies de aves e mamíferos.

Os riscos para humanos

O risco para humanos é considerado baixo, com poucos casos relatados, geralmente associados ao contato intenso com aves infectadas. A transmissão entre pessoas não foi observada, e não há evidências de que carne de frango ou ovos cozidos transmitam a doença.

Como ocorre a transmissão?

As aves migratórias, como patos e gansos, são os principais responsáveis pela disseminação do vírus. A transmissão nas granjas ocorre através do contato entre aves doentes e saudáveis, bem como pela contaminação do ambiente.

Sintomas em aves e impacto no agronegócio

Sintomas típicos da gripe aviária em aves incluem morte súbita, dificuldades respiratórias, queda na produção de ovos e hemorragias. Mesmo surtos localizados podem resultar em perdas significativas para os produtores, uma vez que as medidas de contenção geralmente incluem o abate de aves e desinfecção das propriedades.

Os custos com biossegurança aumentaram, e restrições comerciais impuseram desafios ao agronegócio brasileiro.

Situação do Brasil

O Brasil registrou os primeiros casos em aves silvestres em 2023 e, em maio de 2025, confirmou o primeiro surto em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. Essa situação levou à implementação de protocolos rigorosos e ao monitoramento da área.

Após o cumprimento do período de vigilância, a situação foi considerada controlada, permitindo a recuperação do status sanitário e a redução das restrições comerciais.

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