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Saúde
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Março Roxo: Conscientização Sobre Epilepsia e Combate ao Estigma

Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia destaca a importância do conhecimento e do apoio aos portadores da condição.

Ricardo Alves26 de março de 2026 às 16:10
Março Roxo: Conscientização Sobre Epilepsia e Combate ao Estigma

Celebrado anualmente em 26 de março, o Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia é uma data crucial para fomentar o conhecimento sobre essa condição e combater o preconceito persistente entre a população. A campanha Março Roxo tem como objetivo informar as pessoas sobre a epilepsia, que afeta cerca de 50 milhões de indivíduos globalmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 2% da população convive com essa enfermidade, uma das mais prevalentes no campo neurológico.

Entendendo a Epilepsia

A epilepsia se caracteriza por crises convulsivas recorrentes, que ocorrem devido a atividade elétrica anômala no cérebro. Essas crises podem ter início em regiões específicas do cérebro ou afetar todo o órgão, dependendo da gravidade. Dr. Hugo Sterman Neto, neurocirurgião de renome no Hospital São Luiz Itaim e no Hospital das Clínicas da FMUSP, destaca que as causas podem ser diversas, incluindo fatores genéticos ou traumas como AVC, lesões cerebrais, tumores ou infecções.

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É vital que haja uma conscientização sobre a epilepsia, pois a desinformação pode resultar em riscos para os pacientes, especialmente em momentos críticos

Dr. Hugo Sterman Neto.

Até 25% dos indivíduos com epilepsia no Brasil apresentam formas mais severas da doença, demandando cuidados especiais.

O que Evitar Durante Crises Convulsivas

Práticas inadequadas podem causar lesões. Não tente conter os movimentos da pessoa, colocar objetos na boca ou puxar a língua, pois isso pode agravar a situação.

Uma boa parte do estigma sobre a epilepsia provém da falta de conhecimento, o que pode levar a mal-entendidos e atitudes prejudiciais durante as crises. Dr. Sterman Neto ressalta que muitos antigos ditados associavam as crises a 'possessões' e fenômenos sobrenaturais, marginalizando os portadores em vez de incentivá-los a buscar tratamento adequado.

Como Proceder Durante uma Crise

Para garantir a segurança do paciente em um episódio convulsivo, algumas ações são fundamentais: deitar a pessoa de costas com a cabeça virada para o lado, proteger a cabeça de colisões, remover objetos que possam causar ferimentos e, se necessário, afrouxar roupas apertadas. É essencial também verificar se há alguém próximo disposto a ajudar e, em casos de crises prolongadas ou em que a pessoa está sozinha, chamar um serviço de emergência.

Tratamento e Gestão da Epilepsia

O manejo da epilepsia geralmente envolve o uso de medicamentos antiepilépticos, que podem controlar as crises em 80% a 90% dos pacientes. Em situações em que os medicamentos não são suficientes, pode-se recorrer a intervenções cirúrgicas que visam reduzir a frequência das crises. No Brasil, o SUS assegura atendimento completo e gratuito ao paciente com epilepsia, desde o diagnóstico até a distribuição de medicamentos, promovendo assim um suporte crucial para esses indivíduos.

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O tratamento correto é fundamental. Embora a epilepsia não tenha cura, um bom controle pode proporcionar uma vida com qualidade para a grande maioria dos afetados

Dr. Hugo Sterman Neto.

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