Março Roxo: Conscientização Sobre Epilepsia e Combate ao Estigma
Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia destaca a importância do conhecimento e do apoio aos portadores da condição.

Celebrado anualmente em 26 de março, o Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia é uma data crucial para fomentar o conhecimento sobre essa condição e combater o preconceito persistente entre a população. A campanha Março Roxo tem como objetivo informar as pessoas sobre a epilepsia, que afeta cerca de 50 milhões de indivíduos globalmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 2% da população convive com essa enfermidade, uma das mais prevalentes no campo neurológico.
Entendendo a Epilepsia
A epilepsia se caracteriza por crises convulsivas recorrentes, que ocorrem devido a atividade elétrica anômala no cérebro. Essas crises podem ter início em regiões específicas do cérebro ou afetar todo o órgão, dependendo da gravidade. Dr. Hugo Sterman Neto, neurocirurgião de renome no Hospital São Luiz Itaim e no Hospital das Clínicas da FMUSP, destaca que as causas podem ser diversas, incluindo fatores genéticos ou traumas como AVC, lesões cerebrais, tumores ou infecções.
"É vital que haja uma conscientização sobre a epilepsia, pois a desinformação pode resultar em riscos para os pacientes, especialmente em momentos críticos
✨ Até 25% dos indivíduos com epilepsia no Brasil apresentam formas mais severas da doença, demandando cuidados especiais.
O que Evitar Durante Crises Convulsivas
Práticas inadequadas podem causar lesões. Não tente conter os movimentos da pessoa, colocar objetos na boca ou puxar a língua, pois isso pode agravar a situação.
Uma boa parte do estigma sobre a epilepsia provém da falta de conhecimento, o que pode levar a mal-entendidos e atitudes prejudiciais durante as crises. Dr. Sterman Neto ressalta que muitos antigos ditados associavam as crises a 'possessões' e fenômenos sobrenaturais, marginalizando os portadores em vez de incentivá-los a buscar tratamento adequado.
Como Proceder Durante uma Crise
Para garantir a segurança do paciente em um episódio convulsivo, algumas ações são fundamentais: deitar a pessoa de costas com a cabeça virada para o lado, proteger a cabeça de colisões, remover objetos que possam causar ferimentos e, se necessário, afrouxar roupas apertadas. É essencial também verificar se há alguém próximo disposto a ajudar e, em casos de crises prolongadas ou em que a pessoa está sozinha, chamar um serviço de emergência.
Tratamento e Gestão da Epilepsia
O manejo da epilepsia geralmente envolve o uso de medicamentos antiepilépticos, que podem controlar as crises em 80% a 90% dos pacientes. Em situações em que os medicamentos não são suficientes, pode-se recorrer a intervenções cirúrgicas que visam reduzir a frequência das crises. No Brasil, o SUS assegura atendimento completo e gratuito ao paciente com epilepsia, desde o diagnóstico até a distribuição de medicamentos, promovendo assim um suporte crucial para esses indivíduos.
"O tratamento correto é fundamental. Embora a epilepsia não tenha cura, um bom controle pode proporcionar uma vida com qualidade para a grande maioria dos afetados
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Ricardo Alves
Jornalista especializado em Saúde
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