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Saúde
2 min de leitura

Professora da Unicamp é presa por desvio de amostras biológicas em Campinas

Caso gerou uma investigação por crimes contra a biossegurança e levou à identificação de descarte irregular de materiais em lixeiras comuns.

Ricardo Alves28 de março de 2026 às 03:50
Professora da Unicamp é presa por desvio de amostras biológicas em Campinas

A Polícia Federal deteve a professora Soledad Palameta Miller, do Instituto de Biologia da Unicamp, sob suspeita de ter furtado material biológico de um laboratório de segurança máxima. A investigação, que apura crimes contra a biossegurança e o patrimônio público, indicou desvio de amostras virais e descarte inadequado de frascos em lixeiras não adequadas.

Início das investigações

Foi em 13 de fevereiro que o desaparecimento das amostras foi notado no Laboratório de Virologia Aplicada, que opera em um ambiente de nível NB-3. Segundo o inquérito, Soledad não tinha permissão para acessar a área de onde as amostras foram retiradas.

Dinâmica do crime

A professora teria exercido sua influência para que uma aluna de mestrado abrissem as portas dos laboratórios restritos. As amostras furtadas foram armazenadas em freezers de outros pesquisadores sem as devidas autorizações. Durante as investigações, foram encontrados frascos abertos e manipulados, além de resíduos em lixeiras comuns, o que, segundo a Justiça Federal, coloca em risco a saúde pública.

Prisões e medidas judiciais

A prisão em flagrante ocorreu no dia 23 de março, quando Soledad foi abordada enquanto dirigia em Campinas. No dia seguinte, após uma audiência de custódia, a Justiça Federal decidiu conceder liberdade provisória à professora, impondo restrições como: pagamento de fiança equivalente a dois salários-mínimos, proibição de entrada nos laboratórios da Unicamp, impedimento de deixar o país sem autorização e comparecimento mensal à Justiça.

Perfil e desdobramentos

Soledad Palameta Miller, 36 anos, é docente desde agosto de 2025 e possui doutorado em Ciências, além de uma patente relacionada a composições terapêuticas com partículas similares a vírus. A Unicamp iniciou uma investigação interna e tem colaborado com as autoridades competentes, incluindo a Polícia Federal e a Anvisa, para esclarecer a situação.

Os crimes em questão são furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismos geneticamente modificados.

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