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Saúde
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Trump impulsiona pesquisa sobre ibogaína e psicodélicos nos EUA

Medida de US$ 50 milhões visa acelerar estudos sobre tratamento de saúde mental

Giovani Ferreira23 de abril de 2026 às 13:00
Trump impulsiona pesquisa sobre ibogaína e psicodélicos nos EUA

Uma nova iniciativa assinada por Donald Trump busca acelerar a regulamentação de substâncias psicodélicas, com um investimento de 50 milhões de dólares destinado a pesquisas, especialmente sobre a ibogaína.

A ação, divulgada no sábado, 18, reposiciona os psicodélicos como um tema central no debate internacional sobre saúde mental, refletindo uma tentativa de superar as barreiras enfrentadas após a FDA ter rejeitado, em 2024, a terapia assistida por MDMA para tratar transtorno de estresse pós-traumático por questões de segurança e metodologia.

O investimento em pesquisas pela ibogaína pode abrir novas possibilidades para o tratamento da dependência química.

Bruno Rasmussen, um médico com mais de 30 anos de experiência na aplicação da ibogaína, considera a medida um ‘banho de credibilidade’ para a substância e o campo dos psicodélicos, destacando que iniciativas nos EUA costumam reverberar globalmente.

Dentre os defensores da ibogaína, que se mostrou promissora para lidar com traumas, estão grupos de veteranos, que têm advocado por sua inclusão como alternativa em tratamentos de saúde mental. A mudança de foco para a saúde dos veteranos foi uma estratégia eficaz que possibilitou um diálogo mais favorável dentro da esfera política.

A ibogaína, extraída da raiz da planta Tabernanthe iboga, possui um histórico de uso em rituais tradicionais da África Central, integrando o culto Bwiti e servindo como um sacramento de transição em cerimônias comunitárias. Essa ancestralidade é fundamental para entender a essência do uso da substância, além da sua aplicação nos campos da medicina moderna.

Uso Médico no Brasil

No Brasil, a ibogaína tem sido utilizada em clínicas de dependência química, mesmo sem registro formal na Anvisa, podendo ser importada sob prescrição médica. O tratamento inclui avaliações detalhadas e acompanhamento contínuo para garantir a segurança do paciente.

O procedimento inicia-se com um extenso processo de triagem, que envolve avaliações clínicas e laboratoriais para identificar contraindicações. Após essa fase preparatória, as sessões terapêuticas ocorrem em ambiente hospitalar controlado, com intensa supervisão médica.

Durante as sessões, os pacientes podem vivenciar uma série de transformações psicológicas e emocionais, levando a reflexões profundas sobre seus comportamentos e hábitos.

A decision de Trump veio em um momento em que a discussão sobre o uso de substâncias psicodélicas se intensifica globalmente. Há um crescente reconhecimento de seu potencial terapêutico, além do debate sobre a necessidade de respeitar os saberes ancestrais e a justiça econômica nas comunidades que historicamente usaram essas substâncias.

O futuro da regulamentação da ibogaína no Brasil poderá também ser afetado por esse novo ciclo internacional, com o país possuindo uma posição privilegiada devido à sua experiência no uso terapêutico da droga psicodélica.

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