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Segurança
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São Paulo Aposenta Tenente-Coronel Acusado de Homicídio de Esposa

Geraldo Leite Rosa Neto passa à reserva após ser acusado de assassinar Gisele Alves Santana.

Ricardo Alves02 de abril de 2026 às 12:40
São Paulo Aposenta Tenente-Coronel Acusado de Homicídio de Esposa

Em uma decisão inédita, a Polícia Militar de São Paulo oficializou a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está sob acusação de homicídio, especificamente pela morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

No Diário Oficial do Estado, uma portaria de inatividade foi publicada nesta quinta-feira, 2 de dezembro, transferindo o militar para a reserva. Essa mudança garante ao tenente-coronel uma aposentadoria integral, calculada com base em sua graduação e no tempo de serviço prestado.

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Conforme informações disponíveis, em fevereiro, antes da detenção, Rosa Neto obteve uma remuneração bruta de R$ 29,9 mil. Após a aposentadoria, o valor estimado de seu benefício mensal será em torno de R$ 21 mil.

Rosa Neto está encarcerado desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, em uma unidade localizada na zona norte da capital paulista, tendo sua prisão preventiva determinada pela Justiça. Ele enfrenta as acusações de feminicídio e fraude processual, com a alegação de que teria encenado a morte de Gisele.

A soldado foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O secretário de Segurança Pública estadual, o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a teoria do suicídio, inicialmente apresentada por Rosa Neto, foi descartada.

“Provas periciais do IML, analisadas por especialistas da Polícia Técnico Científica, demonstraram a inviabilidade da hipótese de suicídio, além de revelarem possíveis manipulações na cena do crime”, destacou o secretário em coletiva de imprensa no dia 18.

Embora a cápsula do projétil utilizado no crime não tenha sido localizada em nenhuma das etapas periciais, a bala que permaneceu na cabeça da vítima foi confrontada com a arma que estava no local, apresentando compatibilidade.

Relatórios de exames periciais, realizados após a exumação do corpo de Gisele, corroboraram as descobertas do exame inicial feito pelo Instituto Médico Legal. Os laudos identificaram um disparo próximo ao lado direito da cabeça da vítima, além de marcas associadas à pressão digital e arranhões no rosto e pescoço.

Adicionalmente, discrepâncias temporais entre o momento da morte e o pedido de socorro foram observadas, revelando uma diferença de cerca de 30 minutos, o que também comprometeu a versão apresentada pelo tenente-coronel.

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