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Segurança
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Tráfico de drogas intensifica violência na Amazônia

Estudo aponta que rotas fluviais agravam o cenário de insegurança na região.

Gabriel Rodrigues03 de abril de 2026 às 18:05
Tráfico de drogas intensifica violência na Amazônia

A exploração ilegal de recursos naturais na Amazônia está diretamente ligada ao aumento da violência na região, de acordo com um estudo do projeto "Amazônia 2030". O estudo revela que o uso de hidrovias para o tráfico de cocaína tem potencializado a presença de facções criminosas.

Caminhos de tráfico no Amazonas

O relatório intitulado "Da exploração ilegal de recursos naturais ao tráfico internacional de cocaína: padrões de violência na Amazônia brasileira" destaca que, nas últimas duas décadas, as hidrovias se tornaram rotas significativas para o tráfico de drogas. O aumento no uso dessas rotas começou em meados dos anos 2000, em resposta a políticas de interdição aérea estabelecidas em 2004.

Esta política resultou em um aumento considerável nos custos de transporte aéreo de drogas, forçando o tráfico a utilizar rotas fluviais que conectam os países produtores da Cordilheira dos Andes às cidades amazônicas, como Manaus, e posteriormente ao mercado global.

Desde 2018, 56% das mortes na região estão ligadas a facções criminosas.

O estudo revela ainda que a incidência de homicídios na Amazônia cresceu de forma gradual nos anos 2000 e 2010, com um aumento significativo após 2018. Isto reflete a mudança na dinâmica da violência, com o crescimento da atuação de grupos criminosos. As facções têm exposto comunidades antes isoladas ao tráfico, contribuindo para o aumento nos índices de homicídios.

Impacto devastador na população

Entre 1999 e 2023, a Amazônia Legal registrou 18.755 homicídios a mais do que o esperado comparando-se a cidades de pequeno porte do Brasil, evidenciando uma tendência alarmante. O estudo do projeto Amazônia 2030, divulgado em março, analisa a evolução dos homicídios e sua relação com várias atividades ilegais.

Historicamente, a maioria dos homicídios até os anos 2000 estava ligada à exploração de madeira. Contudo, a partir de então, mortes associadas à grilagem de terras e mineração ilegal de ouro tornaram-se mais prevalentes. Desde 2015, o vínculo com facções do tráfico de drogas explicou mais de 56% dos homicídios.

Exploração ilegal, facções e mineração explicam 60% dos homicídios.

Os fatores que incluem exploração de madeira, tráfico de drogas, grilagem e mineração responsável por cerca de 60% do aumento excessivo de homicídios entre 2018 e 2023, totalizando cerca de 5.500 mortes adicionais.

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