Entidade denuncia disparidade entre preços a agricultores e consumidores

Os custos de produção dos agricultores do Rio Grande do Sul se mantiveram praticamente inalterados em maio, conforme estudo realizado pela Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul).
De acordo com a entidade, a redução da taxa de câmbio durante o mês contribuiu para baixar os preços de insumos importados, especialmente fertilizantes e defensivos. Além disso, a queda no preço do diesel ajudou a amenizar os custos de frete e das operações mecânicas.
Entretanto, a Farsul alerta que mesmo com essa estabilidade, os custos permanecem altos, apresentando um aumento de 5,94% em relação ao mesmo período do ano anterior.
✨ Os preços recebidos pelos agricultores caíram 1,98% em maio, interrompendo um ciclo de valorização observado anteriormente.
Essa queda foi impulsionada por reduções nos preços de suínos, soja e arroz. Com isso, o índice de preços recebidos pelos produtores (IIPR) acumula uma retração de 7,64% nos últimos 12 meses.
"É crucial ressaltar a discrepância entre o preço pago ao produtor e os preços que os consumidores enfrentam, conforme medido pelo IPCA Alimentos. Enquanto o IIPR continua a cair, o IPCA Alimentos permanece pressionado, indicando que a inflação alimentar não se origina na produção, mas nas etapas subsequentes da cadeia e na dinâmica econômica mais ampla.
Os dados da Farsul revelam uma tensão crescente entre custos e receitas do setor agrícola no estado, afetando a rentabilidade dos agricultores.
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