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Valorização do feijão impulsiona preços para consumidores em 2026

Feijão carioca e preto apresentam altas significativas no primeiro semestre

Ricardo Alves22 de junho de 2026 às 12:10
Valorização do feijão impulsiona preços para consumidores em 2026

A valorização do feijão no primeiro semestre de 2026 foi impulsionada pela queda na produtividade das regiões produtoras e pela diminuição das áreas cultivadas, beneficiando diretamente os preços pagos aos agricultores.

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, esses aumentos começaram a ser repassados aos consumidores, que agora adotam uma abordagem mais cautelosa nas compras.

O feijão carioca teve uma valorização entre 85% e 90% para os produtores, enquanto os preços ao consumidor subiram 41,09% até maio.

O feijão preto também mostrou uma tendência de alta, com um crescimento de 51,7% em preço na origem e uma elevação de 13,69% no varejo.

Impacto das Safras e Preços

Com a chegada da segunda safra em junho, houve uma leve diminuição nos preços do feijão carioca. Os lotes de qualidade superior apresentaram uma queda de 9,01%, enquanto os intermediários caíram 11,24%.

Por outro lado, a escassez de oferta após a colheita no Paraná garantiu a manutenção dos preços do feijão preto. Este tipo de feijão teve um aumento de 3,94% em junho e acumula uma subida de 57,6% ao longo de 2026.

Tendências Regionais

No mercado do feijão carioca, o tipo peneira 12 ou com nota 9,0 ou superior viu um aumento na demanda em São Paulo e Paraná, com cotações subindo 3,25% em Itapeva (SP) e 3,35% em Curitiba (PR).

Em Minas Gerais, a expectativa da nova safra pressionou os estoques, resultando em uma queda de 3,73% nos preços.

Contexto do Mercado

As áreas irrigadas do Cerrado estão sendo monitoradas devido às condições favoráveis das lavouras e à previsão de colheita no início de julho, com expectativas de aumento na oferta.

Para os lotes de feijão carioca com notas de 8 e 8,5, variações de preço foram observadas: Belo Horizonte (MG) subiu 5,93%, enquanto no Sul de Minas Gerais, a queda foi de 3,94% devido à liquidação de lotes prejudicados pelas chuvas.

No mercado de feijão preto tipo 1, Itapeva (SP) viu preços caírem 2,92%, enquanto a demanda sólida na Metade Sul do Paraná resultou em um aumento de 1,17%.

O levantamento do índice Cepea/CNA aponta que a limitada oferta de grãos de qualidade continua sendo um dos fatores que sustentam os preços, refletindo a dinâmica do mercado nas regiões produtoras do Brasil.

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