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Brasil deve aumentar uso de defensivos agrícolas na safra 2025/26

Necessidade de controle químico se mantém em meio a alternativas

Camila Souza Ramos04 de abril de 2026 às 06:05
Brasil deve aumentar uso de defensivos agrícolas na safra 2025/26

O Brasil deverá tratar 2,6 bilhões de hectares com defensivos agrícolas na safra 2025/26, um crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior, conforme informações da Kynetec Brasil e do Sindiveg.

Por que o Brasil usa defensivos em grande escala?

Embora figure entre os principais consumidores de defensivos agrícolas, o uso do Brasil está em linha com a média global. O país utiliza, em média, 7,4 quilos de agrotóxicos por hectare, enquanto a França registra 13,7 quilos.

Influência Climática no Uso de Defensivos

As condições climáticas brasileiras, caracterizadas por um clima tropical e subtropical, favorecem a proliferação de pragas e doenças, aumentando a necessidade de intervenções na produção agrícola, explica a pesquisadora Dalilla Rezende.

A comparação do uso de defensivos entre Brasil e países de clima temperado é inadequada.

Gustavo Spadotti, chefe-geral da Embrapa Territorial, destaca que a ideia de que o Brasil usa defensivos proibidos na Europa muitas vezes não considera a diversidade das culturas agrícolas do país, como a mandioca.

O Papel dos Defensivos na Produção Agrícola

Os defensivos são essenciais para prevenir perdas causadas por pragas e doenças, que podem chegar a 37,5% antes da colheita. A CropLife ressalta que, apesar dos avanços tecnológicos, o controle químico continua sendo central na produção agrícola.

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"Hoje, não é viável depender apenas de alternativas não químicas para alimentar a população mundial"

Dalilla Rezende.

Desafios no Uso dos Defensivos

Os defensivos agrícolas são rigorosamente regulamentados, mas sua aplicação nem sempre segue essas diretrizes, o que pode resultar em uso inadequado e resistência nas pragas.

A aplicação indevida pode comprometê-los e reduzir sua eficácia.

Alternativas e Manejo Integrado

Investimentos em manejo integrado de pragas estão crescendo, com o mercado de insumos biológicos atingindo R$ 6,2 bilhões em 2025, um aumento de 15% em comparação ao ano anterior.

Pesquisas no Instituto Federal, lideradas por Dalilla, estão explorando o uso de extratos naturais e biofertilizantes para complementar o uso de defensivos de maneira sustentável, visando reduzir impactos ambientais.

A combinação de diferentes estratégias é vista como o caminho para eficiência e sustentabilidade na agricultura.

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