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Cana-de-açúcar e milho: eficiência na produção de etanol em foco

Análise revela a importância da produtividade por hectare

Tiago Abech15 de maio de 2026 às 02:00
Cana-de-açúcar e milho: eficiência na produção de etanol em foco

A avaliação da produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e do milho vai além do volume gerado por tonelada. Para Jefferson Ferreira, operador de produção, a medida crucial para analisar a eficiência agrícola é a quantidade de litros gerados por hectare anualmente, especialmente em um cenário que exige uso eficiente da terra.

O debate sobre bioenergia no Brasil frequentemente foca no rendimento industrial por tonelada, dado que é relevante, mas não é suficiente para entender o impacto territorial de cada cultivo. A área necessária para a produção das matérias-primas torna-se um critério crucial para avaliar a sustentabilidade e o desempenho agrícola.

A cana-de-açúcar demonstra alta adaptação aos climas tropicais, alcançando rendimentos entre 70 e 100 toneladas por hectare. Isso se traduz em uma produção de 5.600 a 9.000 litros de etanol por hectare, exigindo apenas 0,01 a 0,014 hectare para cada tonelada produzida.

Por outro lado, o milho apresenta uma dinâmica distinta. Sua produtividade varia entre 6 e 10 toneladas por hectare, enquanto a eficiência industrial é de 380 a 420 litros de etanol por tonelada. Apesar de melhores números por tonelada, o milho demanda entre 0,10 e 0,17 hectare para cada tonelada, o que contrasta com o desempenho da cana.

Diferencial da safrinha

A possibilidade de uma safrinha com milho permite a utilização continuada da mesma área, aumentando sua competitividade sem expandir a área cultivada.

Além disso, o milho permite a produção de coprodutos valiosos, como DDG para alimentação animal e óleo de milho, diversificando as receitas. A logística também favorece o milho, que pode ser armazenado e processado continuamente, enquanto a cana precisa ser processada rapidamente.

Em resumo, enquanto a cana-de-açúcar se mantém como um símbolo de eficiência nos trópicos, o milho se destaca por meio da safrinha e pela flexibilidade operacional. O futuro da bioenergia pode estar na combinação dessas duas culturas, aproveitando suas respectivas vantagens.

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