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Mercado de milho aguarda relatório do USDA para prever preços

Expectativa é de grande volatilidade com as revisões das estimativas

Fernanda Lima08 de junho de 2026 às 14:45
Mercado de milho aguarda relatório do USDA para prever preços

O mercado de milho está concentrado na expectativa pela divulgação do relatório WASDE, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), programado para esta quinta-feira (11). Este relatório poderá impactar decisivamente as previsões da segunda safra brasileira e influenciar os preços tanto em níveis nacional quanto internacional.

Conforme a análise publicada pela Grainsights, na seção ‘Direto do Campo’, o mercado está antecipando potenciais revisões nas estimativas de produção. Isso pode desencadear variações significativas nos contratos futuros negociados na B3 e na Bolsa de Chicago (CBOT).

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A semana será crucial para definir o tamanho da safrinha brasileira com o relatório do WASDE. Esperamos movimentos expressivos nos contratos futuros na B3 e na CBOT

Grainsights.

A pressão sobre os preços no curto prazo se concentra no avanço da colheita no Centro-Sul do Brasil.

Mato Grosso já lidera os trabalhos de colheita, enquanto o Paraná está acelerando a retirada dos grãos, beneficiado pelas condições de umidade. Essa oferta crescente reduz a necessidade de compras imediatas pela indústria, permitindo uma abordagem mais escalonada na aquisição de milho.

Cenário de oferta e preços

Os compradores têm se mostrado confortáveis com a entrada gradual do novo volume no mercado, o que poderá manter os preços do milho estáveis entre junho e julho.

As condições climáticas atuais também são fundamentais para os players do mercado. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) sugere temperaturas elevadas e chuvas irregulares na região central do Brasil ao longo de junho, o que pode afetar o desempenho das lavouras.

Enquanto algumas áreas, como o norte de Mato Grosso do Sul e Paraná, apresentam boas condições, outras como Minas Gerais e Goiás enfrentam perdas devido à estiagem na fase crítica de enchimento dos grãos. Com isso, o estresse térmico nas lavouras e a possibilidade de geadas no Sul atuam como fatores que evitam quedas mais acentuadas nos preços.

Do ponto de vista econômico, a proximidade da Copa do Mundo de 2026 se dá em um cenário de valorização do dólar em relação ao real. Esse aumento torna as exportações de grãos brasileiras mais competitivas, embora ocorra em um contexto de alta nas expectativas para a taxa de juros interna.

Segundo o Boletim Focus, a projeção da taxa Selic foi elevada para 13,50% ao ano. Assim, em meio a essa volatilidade, os produtores de grãos devem monitorar de perto seus custos e as flutuações nos preços do mercado.

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