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Mercado de milho apresenta preços mistos em meio a pressões

O fechamento da B3 mostra oscilações entre alta e baixa

Carlos Silva25 de junho de 2026 às 08:45
Mercado de milho apresenta preços mistos em meio a pressões

O mercado de milho apresentou variações nos preços ao final da quarta-feira, refletindo um conflito entre elementos que sustentam e pressionam os valores. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos na B3 inicialmente foram beneficiados pela alta do dólar, mas essa força foi diminuindo com a queda dos preços em Chicago.

Com a colheita da safrinha avançando, surgiram novos relatos de perdas em áreas de Mato Grosso, o que levou à revisão nas estimativas de produtividade do estado e à consideração de compensações em outras regiões. As chuvas, que atrasaram a colheita em determinados estados, também ajudaram a conter quedas mais acentuadas na bolsa brasileira.

Na B3, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,14, apresentando uma alta de R$ 0,34 durante o dia e um ganho semanal de R$ 0,16. O contrato referente a setembro encerrou em R$ 67,49, com um aumento de R$ 0,30 no dia e R$ 0,18 na semana. Em contraste, novembro terminou a R$ 70,55, com uma leve queda de R$ 0,05 no dia e R$ 0,11 no acumulado semanal.

Nas negociações regionais, a liquidez foi baixa, com práticas comerciais variando amplamente entre os estados.

No Rio Grande do Sul, a oferta confortável e os compradores abastecidos resultaram em negócios pontuais, com preços entre R$ 57 e R$ 63 por saca, enquanto a média estadual foi de R$ 58,91. Em Santa Catarina, a discrepância entre pedidos próximos de R$ 65 e ofertas em torno de R$ 60 continuou dificultando os negócios. No Paraná, o mercado spot exibiu pouca movimentação, com preços próximos de R$ 65 e demanda ao redor de R$ 60 CIF.

Os preços ao produtor foram variados, com elevações mais acentuadas em Guarapuava, enquanto Cascavel, Londrina e Umuarama registraram quedas. Em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 49 e R$ 52 por saca, pressionadas pela entrada gradual da segunda safra. A demanda por bioenergia ajudou a manter o consumo em nível regional, embora as compras continuem focadas nas necessidades imediatas.

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