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Preço da soja em SC tem leve alta, mas pressão persiste

Mercado segue sob influência de fatores globais e locais

Fernanda Lima24 de abril de 2026 às 16:15
Preço da soja em SC tem leve alta, mas pressão persiste

A soja em Santa Catarina apresentou leve alta no preço médio em março, chegando a R$ 118,90 por saca, conforme dados do Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa. Contudo, o mercado continua pressionado pela grande oferta da commodity.

Contexto do Mercado

A colheita brasileira da soja está estimada em 178 milhões de toneladas, o que, juntamente com o aumento da oferta global, está influenciando os preços. O boletim aponta que a robusta colheita nacional e a alta na oferta internacional têm levado à pressão sobre os preços desde o início do ano.

O crescimento da oferta global e a colheita volumosa estão pressionando os preços da soja.

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O conflito no Oriente Médio, afetando os preços do petróleo e do óleo de soja, é uma das principais instabilidades do mercado.

Variações de Preço

Nos últimos 30 dias, o preço da soja teve uma queda de 3%. Comparando o período de março de 2025 a março de 2026, a variação negativa acumulada foi de 2,5%. Embora os preços da soja em Chicago tenham alcançado US$ 11,50 por bushel, a situação continua volátil devido a incertezas nas negociações EUA-China e nos níveis de estoque.

Desafios para os Produtores

O setor enfrenta desafios como a valorização do real e o aumento dos custos de frete, que, em conjunto com a colheita prevista em 74%, estão reduzindo as margens dos produtores e limitando a liquidez no mercado interno. Além disso, estimativas indicam que a área plantada nos EUA deve crescer 4,3%, potencialmente restringindo aumentos de preço nas bolsas internacionais.

Produção em Queda

Em nível estadual, a produção total de soja, contabilizando as safras, é projetada em 3,07 milhões de toneladas, marcando uma queda de 5,9% em comparação ao ano anterior. A área plantada da primeira safra sofreu uma redução de 1,6%, e a produtividade caiu 5,5% em relação à safra anterior, que foi recorde.

Essa diminuição da produção deve-se a fatores climáticos, como atraso no plantio devido ao frio prolongado até outubro de 2025, além da estiagem e altas temperaturas que impactaram negativamente as lavouras.

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