Área plantada com milho no Paraná cresce 31% em 2025/26
Crescimento impulsionado por estabilidade de preços em comparação à soja

A área dedicada ao cultivo de milho na primeira safra do Paraná teve um aumento expressivo de 31% na safra 2025/26, conforme divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural (Deral). O cultivo ocupa agora 364,9 mil hectares, em comparação aos 278,3 mil hectares do ciclo anterior.
Para a segunda safra, o estado anunciou um recorde histórico de 2,9 milhões de hectares. Este crescimento é atribuído à maior estabilidade nos preços do milho, que se mostrou mais vantajoso em relação à soja, conforme apontado pelo agrônomo Edmar Gervásio do Deral.
✨ Produção de milho na primeira safra supera 4 milhões de toneladas.
A área plantada na segunda safra aumentou 7% em relação à temporada anterior, com parte do crescimento ocupando zonas que antes eram destinadas ao cultivo de trigo. Se as condições climáticas se mantiverem favoráveis, o Paraná pode alcançar uma colheita superior a 17,5 milhões de toneladas nesta fase.
A soma das duas safras de milho deve ultrapassar 21 milhões de toneladas. Embora as geadas recentes tenham causado alguns danos pontuais no Sul do estado, não houve impacto significativo na produção de milho até agora. O clima nos próximos 15 dias será crucial para definir o potencial produtivo das lavouras.
Contexto Agrícola
Além do milho, a colheita de soja no estado é estimada em 21,7 milhões de toneladas, e o cultivo de trigo ocupa mais de 61% da área plantada, com previsão de produzir 2,4 milhões de toneladas.
Segundo a avaliação do Deral, um inverno menos rigoroso, associado a um aumento nas chuvas e a possibilidade de El Niño no segundo semestre, pode beneficiar o crescimento das culturas. Assim, a mudança no planejamento agrícola do Paraná está se refletindo em uma maior alocação de áreas para o milho, considerando a relação de preços com outras culturas.
A continuidade do bom desempenho da segunda safra está atrelada às condições climáticas, em especial ao risco de geadas nas próximas semanas, segundo as análises do Deral.
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