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agricultura
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Colheita de milho safrinha no Brasil sofre atraso significativo

Mato Grosso lidera, mas outros estados enfrentam dificuldades

Gabriel Rodrigues16 de julho de 2026 às 10:15
Colheita de milho safrinha no Brasil sofre atraso significativo

Um levantamento da DATAGRO indicou que o Brasil está enfrentando um atraso considerável na colheita do milho safrinha 2026. Com apenas 36,7% da área cultivada colhida até o dia 10 de julho, o país mostra um panorama bem diferente do ano passado, quando 42,4% das lavouras já haviam sido colhidas nesse mesmo período.

Além de superar o índice do ano anterior, a atual taxa também fica abaixo da média histórica, que é de 41,1%. Esse atraso é resultado de um calendário de plantio mais lento e de condições climáticas irregulares durante todo o ciclo da safra deste ano.

Desempenho Regional e Impactos no Mercado

No que diz respeito à colheita por estado, o Mato Grosso se destaca como o líder no avanço do calendário, realizando os trabalhos com maior eficiência. Por outro lado, o Paraná, Mato Grosso do Sul e os estados da região Sudeste enfrentam um ritmo de colheita mais lento, ainda lidando com os desafios iniciais da safra.

Apesar do atraso, a oferta de milho no mercado interno permanece robusta, mesmo no período de entressafra.

A DATAGRO ressalta que, mesmo com a lentidão na colheita, a disponibilidade do cereal está em alta, o que tem influenciado diretamente os preços e pressionado o mercado. Os preços atuais são menos atrativos, levando muitos produtores a adiarem suas vendas e, assim, criando um cenário de liquidez reduzida.

Neste contexto, o mercado de milho permanece cauteloso, com vendedores aguardando melhores condições de preço para negociação. Simultaneamente, os compradores aproveitam a alta oferta para manter a pressão sobre os preços pagos pelo produto.

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