Queda acentuada impacta principais cultivos do país

A expectativa para a demanda de fertilizantes no Brasil em 2026 é de 45,3 milhões de toneladas, conforme revelado pela Agroconsult. Este número representa uma diminuição de 7,6% em relação ao recorde de 2025, onde o consumo chegou a 49 milhões de toneladas.
André Pessôa, presidente da Agroconsult, apresentou esses dados durante o 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, destacando a influência desta redução nos principais cultivos nacionais, especialmente soja, milho e trigo, enquanto o algodão e o café permanecem estáveis.
✨ A queda na demanda é atribuída tanto à diminuição nas importações quanto à produção local, com impactos maiores nos fertilizantes à base de fósforo.
Pessôa também indicou que para o ciclo 2026/27, a área plantada de soja não deve crescer, divergindo das tendências dos anos anteriores. No milho, uma leve expansão é esperada impulsionada pela safrinha, enquanto no trigo, a redução de área será significativa.
Apesar da retração, há sinais positivos, como a recuperação de preços nas principais culturas, refletindo um equilíbrio maior entre oferta e demanda, especialmente para a soja.
Pessôa alerta sobre os efeitos do fenômeno climático El Niño, que pode afetar o plantio e a colheita, especialmente com a previsão de chuvas irregulares. "Precisamos monitorar de perto como as chuvas se distribuirão em outubro, pois isso será crucial para os produtores".
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Jornalista especializado em agricultura
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