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agricultura
3 min de leitura

Drones agrícolas crescem enquanto mão de obra cai no Brasil

Tecnologia ajuda setor a aumentar produção em meio à escassez de trabalhadores

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 08:55
Drones agrícolas crescem enquanto mão de obra cai no Brasil

O Brasil está projetando uma produção agrícola de 356 milhões de toneladas para a safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, a quantidade de trabalhadores no setor rural continua a diminuir.

Entre 2012 e 2023, o campo brasileiro perdeu quase dois milhões de postos de trabalho, representando uma queda de 19,35%, de acordo com um estudo realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Atualmente, menos de 15% da população reside em áreas rurais, e a maioria dos que permanecem tem mais de 50 anos, conforme aponta o Censo do IBGE de 2022.

Em um contexto onde produzir mais com menos trabalhadores se torna necessário, a utilização de drones na agricultura teve um crescimento explosivo.

Os dados do Ministério da Agricultura indicam que a frota de drones agrícolas no Brasil cresceu de 3 mil para 35 mil unidades entre 2021 e 2025, um aumento superior a 1.000% nos últimos quatro anos. A expectativa é que esse número chegue a 50 mil até o final de 2026.

Com isso, o Brasil se posiciona como o segundo país no ranking global de aviação agrícola, superado apenas pelos Estados Unidos. Em 2024, o setor movimentou aproximadamente US$ 77,4 milhões, com uma projeção de crescimento médio anual superior a 25% até 2030, conforme a consultoria Grand View Research.

Além do aumento da eficiência e da redução de custos operacionais, os drones se destacam pela eficácia na aplicação de produtos. Segundo um levantamento da Embrapa, os drones possuem desempenho equivalente aos métodos tradicionais de pulverização, mas permitem um volume de aplicação menor e alcançam áreas de difícil acesso.

  • 1Redução de até 65% no volume de defensivos aplicados.
  • 2Queda de até 90% no amassamento das plantas em comparação à pulverização terrestre.
"

O suporte técnico não é acessório: é parte do investimento."

Victor Gomes Silva, engenheiro agrônomo e supervisor da Fotus Agro

A crescente demanda por suporte técnico está atrelada ao aumento da frota de drones e à complexidade das operações. Com um número crescente de equipamentos em uso, o conhecimento técnico torna-se fundamental para garantir resultados eficientes.

A regulamentação do setor também evoluiu, exigindo capacitação específica para operadores. A Portaria nº 298 do Ministério da Agricultura, por exemplo, requer registro no Mapa e treinamento adequado para os operadores de drones de pulverização.

A ANAC também estabeleceu normas para garantir a segurança das operações, encorajando mais profissionais a buscar autorizações de voo, que cresceram mais de 25% entre 2024 e 2025.

Com essa expansão, o drone agrícola se firmou como uma solução viável para o agronegócio diante da escassez de mão de obra.

A tecnologia dos drones se destaca ao permitir que equipes reduzidas realizem operações agrícolas com mais rapidez e eficiência, contribuindo significativamente para que os produtores possam aumentar a sua produtividade, mesmo frente aos desafios do setor.

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