Produção pode superar 98 milhões de toneladas este ano

Entre janeiro e março de 2026, a indústria brasileira de alimentação animal registrou uma produção de 22,6 milhões de toneladas de rações, apresentando um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme reportado pelo Sindirações. Esse aumento é principalmente impulsionado pelas cadeias de aves e suínos, que têm demonstrado uma performance sólida em produção e exportações.
A previsão para o total da produção anual de rações é de superar 98 milhões de toneladas, o que representa um crescimento estimado de 4,5% em relação ao ano anterior. Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, afirmou que esses resultados refletem a resiliência da cadeia de proteína animal do Brasil, frente a diversos desafios sanitários e comerciais.
No setor avícola, aproximadamente 10 milhões de toneladas de ração foram utilizadas no primeiro semestre, um crescimento que acompanha a recuperação da avicultura, que enfrentou dificuldades no ano anterior. O abate de frangos aumentou 3,6% e o peso das carcaças teve elevação superior a 7%, conforme dados do IBGE. Para 2026, a expectativa para a demanda de ração destinada a frangos é de 39,8 milhões de toneladas.
Para a suinocultura, houve uma demanda de 5,5 milhões de toneladas de ração no primeiro trimestre, e o abate de suínos alcançou 15,3 milhões de cabeças, com crescimento de cerca de 5,5% na comparação anual. As exportações de carne suína têm contribuído para a manutenção de preços estáveis no mercado interno.
No mesmo período, a produção de ovos atingiu 1,21 bilhão de dúzias, um leve aumento de 0,4%. O Sindirações estimou que a demanda de ração para poedeiras chegou a 1,8 milhão de toneladas e deve chegar a 7,7 milhões ao longo do ano. Na pecuária leiteira, a aquisição de leite cru foi de 6,8 bilhões de litros, com um aumento de 3,3%.
A demanda por ração para bovinos leiteiros totalizou 2 milhões de toneladas no trimestre, com previsão de atingir 7,9 milhões para o ano. O crescimento foi favorecido por uma oferta mais ampla de matéria seca e avanços em produtividade.
No primeiro trimestre, a bovinocultura de corte se destacou com o abate de 10,3 milhões de cabeças, representando um crescimento de mais de 3% em relação ao ano passado, e a produção de rações alcançou aproximadamente 1,28 milhão de toneladas. A expectativa é que o total anual supere 8,2 milhões de toneladas.
Já na aquicultura, a demanda por ração alcançou cerca de 500 mil toneladas no primeiro trimestre, com previsão de alcançar 1,97 milhão ao longo de 2026, embora o setor ainda enfrente desafios, como a concorrência de pescados importados.
✨ Cerca de 98 milhões de toneladas de ração devem ser produzidas no Brasil em 2026.
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