CEO da Massey Ferguson vê potencial de R$ 403 bilhões até 2035

Durante o evento Fiap 2026, Luis Felli, CEO Global da Massey Ferguson, enfatizou a importância dos biocombustíveis para o crescimento econômico, a sustentabilidade e a segurança energética do Brasil.
Ele apresentou dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) que projetam uma contribuição de R$ 403 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 2030 e 2035.
Felli revisitou a evolução do setor desde os anos 70, período marcado por mudanças significativas como a substituição da gasolina pelo etanol e o surgimento dos carros flexíveis. Atualmente, o Brasil se encontra numa posição dependente da importação de óleo diesel, especialmente da Rússia.
✨ Felli questionou: "Como podemos fazer com que os biocombustíveis se tornem mais relevantes e substituam o diesel?"
Ele destacou o surgimento do etanol de milho como uma revolução, iniciada em Mato Grosso, e os benefícios da Lei Combustível do Futuro, que poderá reduzir em 705 milhões de toneladas as emissões de CO₂ até 2037.
Além disso, a combinação de etanol de cana-de-açúcar e milho deverá ultrapassar 43 bilhões de litros na safra de 2026/27.
Felli explicou que a economia favoreceu o etanol de milho, pois o preço do milho estava em baixa enquanto o diesel e a gasolina eram caros. O coproduto do etanol, DDG, tem sido decisivo na rentabilidade do setor.
O aumento do confinamento de gado no Brasil, que passou de 4% para 21%, também ilustra como o DDG transformou a pecuária brasileira.
O sorgo, uma alternativa ao milho para etanol, foi mencionado por Felli como uma opção viável devido ao seu ciclo curto.
Felli ressaltou que a competitividade e a inovação tecnológica são essenciais para o futuro dos biocombustíveis, especialmente nas economias desenvolvidas que priorizam questões ambientais, mas que exigem viabilidade econômica.
✨ Em 2028, a Massey Ferguson planeja lançar um motor a etanol de alta potência, que promete competir de igual para igual com os motores a diesel.
Ele também mencionou o biometano como uma alternativa promissora no setor agrícola, com caminhões já utilizados para transportar cana-de-açúcar movidos por esse biocombustível.
Tecnologias como o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) e novas eletrificações da frota agrícola estão em desenvolvimento, mas a disponibilidade desse combustível ainda é um desafio.
Concluindo sua participação, Felli reafirmou que o sucesso dos biocombustíveis depende da união entre sustentabilidade e viabilidade econômica, o que pode gerar riqueza significativa para o Brasil e benefícios ambientais.
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