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agricultura
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Mercado de milho enfrenta pressão com baixa oferta e preços em queda

Contratos futuros caem na B3 enquanto negociações físicas permanecem lentas

Gabriel Rodrigues28 de julho de 2026 às 07:40
Mercado de milho enfrenta pressão com baixa oferta e preços em queda

Nesta semana, o mercado de milho apresenta uma forte pressão nos contratos futuros, reflexo de uma oferta restrita e uma liquidez baixa nas operações físicas em várias regiões produtoras.

De acordo com a TF Agroeconômica, a B3 observou uma queda significativa influenciada pelas oscilações nos preços em Chicago e pelo recuo do petróleo, encerrando a segunda-feira com declínios acentuados. Apesar da elevada diferença entre os preços futuros na B3 e os valores praticados no mercado interno, a liquidez permanece prejudicada.

Os contratos futuros de setembro de 2026 fecharam a R$ 69,21 por saca, refletindo uma queda diária de R$ 1,37.

Embora a colheita da segunda safra avance, o Cepea destaca que os volumes disponíveis para negociação continuam sendo limitados. Os produtores estão cautelosos em suas vendas, priorizando a valorização no mercado internacional e a melhoria nas condições de exportação.

Por outro lado, os compradores têm focado no consumo dos estoques atuais, aguardando um aumento na oferta com o progresso das colheitas nos campos.

Na B3, além do contrato de setembro, o de novembro fechou a R$ 73,36, com uma queda de R$ 1,54, enquanto janeiro de 2027 terminou o dia a R$ 76,30, uma baixa de R$ 1,00.

Cotações Regionais

No Rio Grande do Sul, os preços variaram entre R$ 57,00 e R$ 65,00, com média de R$ 59,04. Em Santa Catarina, os valores ficaram em torno de R$ 60,00, enquanto no Paraná, as negociações se mostraram pontuais. Em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 48,00 e R$ 50,05 por saca.

Com a colheita em cerca de 20% da área, ainda aquém da média histórica, a demanda da indústria de bioenergia desempenhou um papel fundamental, ajudando a absorver parte da produção e amenizando a pressão sobre os preços.

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