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Soluções com lignocelulose contribuem para saúde intestinal e produtividade

Uma recente inovação no campo da suinocultura, revelada durante o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura em Chapecó (SC), pode transformar a alimentação dos suínos. Essa nova abordagem, que utiliza fibras de lignocelulose provenientes de pinus de reflorestamento, promete otimizar a saúde intestinal e desempenho produtivo dos animais.
A nova técnica surge como uma alternativa aos métodos tradicionais de alimentação, que frequentemente incluem farelo de trigo e casca de soja. O uso de fibra de madeira é especialmente relevante, visto que a alimentação consome uma parte significativa dos custos na suinocultura. Dados da Embrapa mostram que em Santa Catarina, a ração correspondia a 72,6% do custo de produção do suíno vivo em junho.
✨ A fibra atua como uma 'pequena esponja' no sistema digestivo, melhorando a digestão e absorção de nutrientes.
Luciano Adrigueto, pesquisador da Global Feed Solution, explica que a lignocelulose passa por um processamento que amplia sua capacidade de retenção de água. Este processo ajuda na regulação do trânsito intestinal e na absorção de glicose, proporcionando um ambiente digestivo mais saudável.
A inclusão dessa fibra na dieta é esperada para beneficiar não apenas as fêmeas matrizes, mas também os leitões. Fêmeas com melhores condições de saúde durante a gestação tendem a gerar leitões mais saudáveis e robustos, o que, durante a lactação, pode resultar em maior produção de leite.
Joel Giardello, nutricionista de suínos, salienta que a combinação de um intestino equilibrado e menos estresse pode melhorar ainda mais a produtividade. Com menos fatores estressantes, as matrizes podem oferecer mais leite e maior peso ao desmame, resultando em melhores margens de lucro para os produtores.
A eficiência na alimentação tem um impacto significativo em toda a cadeia produtiva. Em 2025, o Brasil alcançou a produção de 5,6 milhões de toneladas de carne suína, com 1,5 milhão de toneladas destinadas à exportação. Com o consumo interno atingindo 19,1 quilos per capita, as inovações que melhoram o aproveitamento da ração são vistas como essenciais para atender às demandas do mercado enquanto aumentam a rentabilidade dos produtores.
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