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agricultura
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Produtores enfrentam desafios com taxas de prenhez insuficientes

Estudo revela que taxa de prenhez deve ser superior a 85% para evitar perdas

Acro Rodrigues04 de junho de 2026 às 09:10
Produtores enfrentam desafios com taxas de prenhez insuficientes

Na última edição do programa Giro do Boi, um checklist cirúrgico foi apresentado aos pecuaristas que estão finalizando as planilhas da recente estação de monta enquanto se preparam para o próximo ciclo de reprodução.

O telespectador Weverton Lopes, de Bom Jesus (PI), compartilhou que as taxas de prenhez em algumas fazendas permanecem estagnadas entre 60% e 65%, números que são considerados muito baixos por especialistas do setor.

O professor José Bento Ferraz, da Universidade de São Paulo (USP) em Pirassununga, destacou que as taxas ideais devem ultrapassar 85%. Ele alerta que se o rebanho não apresenta esses índices, é sinal de problemas técnicos sérios relacionados à nutrição, saúde e manejo dos machos.

Taxas de prenhez abaixo de 85% podem causar prejuízos invisíveis para os produtores.

Nutrição e Manejo Como Fatores Cruciais

Ferraz também revelou que na pecuária de cria profissional, a totalidade das taxas de prenhez deve ficar acima de 85%. Ele observou que números estáveis em 60% acarretam em custos ocultos, já que vacas que não engravidam consomem recursos sem trazer novos bezerros.

O professor afirmou que atingir essa meta não é uma questão de sorte, mas sim de seguir um conjunto integrado de procedimentos. Um erro frequente no planejamento é alinhar inadequadamente o calendário das chuvas com a fisiologia das vacas.

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Uma vaca parida e magra simplesmente não vai ciclar, pois seu foco é produzir leite e sobreviver, o que pode levar à interrupção da reprodução.

Estratégias para Melhorar a Taxa de Prenhez

Para quebrar o anestro pós-parto e assegurar a prenhez logo nas primeiras semanas da estação, é essencial que o investimento em hormônios de sincronização seja acompanhado de práticas básicas de manejo.

Ferraz alertou que a prenhez é diretamente ligada a uma nutrição adequada e cuidados veterinários regulares. "Investir no tratamento das vacas durante a transição das águas pode parecer custoso, mas é muito menos do que manter uma vaca vazia", afirmou.

Ele ainda recomendou que os produtores realizem exames andrológicos e monitorem o escore corporal do rebanho para garantir a lucratividade do negócio.

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