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agricultura
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Produção de proteína animal nos EUA sofre com mosca-da-bicheira

Setor enfrenta desafios em meio a novas preocupações sanitárias

Camila Souza Ramos12 de junho de 2026 às 23:30
Produção de proteína animal nos EUA sofre com mosca-da-bicheira

O setor de proteína animal nos Estados Unidos enfrenta um grave desafio sanitário devido à presença da mosca-da-bicheira, impactando significativamente a produção e as finanças do mercado. O relatório WASDE de junho de 2026 revelou a escalada dessa situação sanitária em decorrência de casos confirmados da praga em gado no Texas.

Impacto da mosca-da-bicheira no rebanho dos EUA

A infestação da mosca-da-bicheira foi oficialmente identificada no dia 3 de junho de 2026, resultando em respostas rápidas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e de entidades locais. Foram implementadas quarentenas e restrições rigorosas à movimentação de gado nas áreas afetadas, com o objetivo de controlar a propagação da praga.

A estimativa de produção de carne bovina para 2026 caiu para 25,50 bilhões de libras, uma leve redução em relação ao mês anterior.

Essas medidas têm implicações diretas sobre a pecuária de corte, onde a produção estimada de carne bovina foi revista para baixo. Além disso, um ritmo lento nos abates é esperado para continuar ao longo dos próximos meses, afetando a oferta geral de carne no mercado interno, com um aumento nas cotações do gado de corte para US$ 255,00 por cem libras.

Desempenho da avicultura e carne suína

Apesar das dificuldades enfrentadas, a produção total de carnes vermelhas e aves nos EUA foi projetada para um crescimento, impulsionada principalmente pela avicultura. A produção de frango foi ajustada para 48,84 bilhões de libras, compensando a queda nas carnes vermelhas e demonstrando a robustez do setor avícola.

Adicionalmente, a produção suína teve um leve aumento, indo para 28,01 bilhões de libras. Apesar de desafios nos preços dos suínos causados pela baixa nas cotações internas, o aumento nos pesos das carcaças está ajudando a equilibrar o mercado. A pressão sobre as margens, no entanto, se mantém, com a estimativa de preço do suíno vivo reduzida a uma média anual de US$ 66,63 por cem libras.

A forte produção avícola e o aumento de pesos nas carcaças estão contribuindo para a continuidade da alta na oferta total de proteínas nos Estados Unidos.

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