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agricultura
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Seca nas regiões centrais do Brasil impactará safra de milho

Previsões do Inmet alertam para déficit hídrico em diversas áreas

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 09:50
Seca nas regiões centrais do Brasil impactará safra de milho

O recente boletim agroclimatológico do Inmet revelou que o período entre julho e setembro deve acentuar a seca nas regiões centrais do Brasil. Essa condição deve impactar a produção da segunda safra de milho e o restabelecimento das pastagens.

De acordo com as previsões, será possível observar chuvas significativas nas regiões Norte e Sul, bem como no litoral nordestino. Entretanto, a região Norte, especialmente no norte do Amazonas, poderá enfrentar até 100 milímetros de déficit em relação à média histórica de precipitações.

As temperaturas devem permanecer elevadas, com anomalias de até 2 graus Celsius, afetando estados como Amazonas, Acre e Pará.

Apesar desse cenário adverso, um bom armazenamento de água no solo em algumas regiões pode beneficiar as lavouras de milho da segunda safra e sorgo, especialmente entre julho e agosto, melhorando a qualidade do produto e aumentando a eficiência nas operações agrícolas.

No entanto, a partir de setembro, um déficit hídrico que pode alcançar 130 mm é esperado em estados como Tocantins e Amapá, afetando negativamente as lavouras tardias de milho e as pastagens.

Durante junho, as chuvas foram mais pronunciadas no norte do Brasil, com alguns locais registrando acima de 150 mm, enquanto áreas de Mato Grosso e Goiás sofreram com queda nos acumulados, que chegaram a menos de 40 mm.

Em condições de umidade do ar mais baixa no Centro-Oeste, o algodão em maturação em Goiás pode se beneficiar, mas isso também traz riscos de queda na produtividade do milho.

Contexto

O El Niño está influenciando o clima no Sul do Brasil, e espera-se que sua atuação continue até fevereiro de 2027, com possíveis consequências nas chuvas e temperaturas.

O boletim também sugere que regiões como o Sudeste deverão apresentar temperaturas acima da média, criando condições favoráveis para a cafeicultura e o cultivo de hortaliças, mas também aumentando a pressão sobre os reservatórios de água.

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