Frigoríficos ajustam compras diante de incertezas nas exportações

O mercado físico do boi gordo enfrenta um cenário desafiador, com as cotações da arroba sob pressão ao longo da semana. No entanto, a previsão para o último trimestre de 2026 é de um panorama positivo.
Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, aponta que os frigoríficos estão diminuindo o ritmo de compra de gado, na tentativa de reestruturar os abates. Isso se dá devido à expectativa de que as cotas de exportação destinadas ao Brasil para a China sejam preenchidas até o final de julho.
✨ As cotações da arroba do boi gordo devem subir no final de 2026, devido ao aumento da demanda interna e externa.
Iglesias destaca que a salvaguarda chinesa está causando volatilidade no mercado pecuário brasileiro. A procura por confinamento deve diminuir, o que pode resultar em uma menor ocupação de animais, embora o crescimento ainda seja superior ao de 2025.
Os preços da arroba do boi gordo tendem a apresentar um aumento robusto nos últimos meses do ano. O retorno da demanda da China, juntamente com a forte procura prevista pelos Estados Unidos e o período de maior consumo no mercado interno, contribuirão para essa elevação.
Além disso, a expectativa é de que a seca contínua no Brasil, influenciada pelo fenômeno El Niño, restrinja a quantidade de animais prontos no pasto, resultando em um cenário de menor oferta e aumento nos preços.
"A tendência é que os preços superem a marca de R$ 360, com diversas variáveis impulsionando essa alta
Fabbri também menciona que a movimentação eleitoral e a geração de empregos temporários durante o final do ano devem injetar mais dinheiro na economia, o que pode aumentar ainda mais a demanda por carne bovina.
Em 25 de junho, os preços da arroba do boi gordo apresentaram as seguintes movimentações: São Paulo: R$ 340 (-2,86%), Goiás: R$ 320 (-1,54%), Minas Gerais: R$ 320 (-1,54%), Mato Grosso do Sul: R$ 335 (-2,90%), Mato Grosso: R$ 345 (-1,43%), Rondônia: R$ 328 (-2,09%).
Iglesias ressalta que o mercado atacadista também apresentou uma diminuição nos preços ao longo da semana, ressaltando a fraqueza no ambiente comercial, especialmente em um período de baixa reposição entre atacado e varejo.
Em junho, as exportações de carne bovina do Brasil geraram US$ 1,22 bilhão, com uma média de 187,08 mil toneladas de carne exportadas. A média diária de preços registrou um aumento significativo em comparação ao ano anterior.
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