Soja brasileira é essencial na economia global e segurança alimentar
Painel no Fiap destaca o impacto da soja na balança comercial

A soja do Brasil se tornou um pilar da economia global, fundamental para a segurança alimentar e energética, conforme indicado por Mauricio Buffon, presidente licenciado da Aprosoja Brasil, durante o Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) 2026, em Campo Grande (MS).
Buffon ressaltou que o Brasil cultiva aproximadamente 48 milhões de hectares dessa oleaginosa, criando uma cadeia produtiva focada em proteínas e biocombustíveis. Ele observou que, nas últimas duas décadas, a demanda por soja aumentou significativamente como resultado do crescimento populacional e da necessidade por fontes energéticas alternativas.
"A soja é muito mais do que alimento. O mundo exige mais biocombustíveis e isso impulsionou a indústria agrícola. Hoje, ela é a principal commodity do planeta e um pilar estratégico da segurança alimentar.
✨ O complexo soja movimenta cerca de US$ 300 bilhões, contribuindo com aproximadamente US$ 176 bilhões apenas em grãos.
Atualmente, 78% do farelo de soja produzido vai para a ração animal, enquanto cerca de 19% do óleo é destinado ao consumo humano e à produção de biodiesel. Buffon destacou que 60% do óleo extraído no Brasil é utilizado para biocombustíveis.
O uso crescente de biocombustíveis promove a sustentabilidade e resulta em mais farelo de soja para alimentos. Buffon mencionou a mistura de 15% de biodiesel no diesel como uma alternativa crucial para diminuir a dependência do petróleo.
Soja: motor da economia
Classificando a soja como um "combustível invisível", Buffon destacou a evolução da produção brasileira. Há 20 anos, o Brasil gerava cerca de 53 milhões de toneladas da oleaginosa; atualmente, a produção totaliza cerca de 176 milhões de toneladas, solidificando a posição do país como o maior exportador mundial.
Na última safra, o Brasil produziu 177,8 milhões de toneladas de soja, das quais 111 milhões foram exportadas. A indústria também teve um papel crucial, com exportações de 24,6 milhões de toneladas de farelo.
Buffon observou a importância do mercado chinês, mas também previu um ano desafiador para o setor devido à volatilidade do mercado.
Desafios dos sojicultores
Embora a produção e as exportações tenham alcançado recordes, Buffon alertou que a renda dos agricultores tem enfrentado desafios nos últimos quatro anos, devido a fatores como a queda dos preços, aumento dos custos e tensões geopolíticas.
A forte dependência de fertilizantes importados também foi identificada como um dos principais obstáculos à sustentabilidade da agricultura no Brasil. Buffon enfatizou que os produtores perderam capacidade de investimento, o que limitou a competitividade no setor.
"Para a safra 2026/27, o desafio será cortar custos. Com menor poder de negociação e capacidade de investimento reduzida, muitos produtores podem optar por usar menos recursos na próxima temporada.
Contexto
O Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) 2026 é uma iniciativa da BR IN Eventos e Canal Rural, com apoio de várias instituições e empresas.
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