Brasil permanecerá no mercado europeu apesar de decisão da UE

Durante um congresso promovido pela Abramilho, o ministro da Agricultura, André de Paula, enfatizou que, apesar de a União Europeia ter decidido excluir o Brasil da lista de exportadores autorizados a partir de setembro de 2026, o país continuará a exportar proteína animal para os europeus.
André de Paula reafirmou a robustez do sistema de defesa agropecuária nacional, distinguindo o Brasil como um dos maiores produtores de proteína animal do mundo. O ministro ressaltou que o país já fornece produtos para mais de 170 mercados e possui uma sólida história de exportação para a Europa, que ultrapassa 40 anos.
"O que aconteceu ontem não altera os fatos atuais. Ontem exportamos carne para a Europa, hoje vamos exportar carne para a Europa e continuaremos exportando carne para a Europa.
O ministro admitiu que o governo não estava preparado para a extensão da decisão da União Europeia, que surgiu em um quadro de negociações técnicas contínuas. André de Paula afirmou que houve um entendimento de que a situação seria mantida, levando à surpresa com o anúncio.
O governo está convicto de que pode atender as exigências do mercado europeu, reiterando o compromisso de não interromper o fornecimento de proteína animal para a região.
✨ Decisão da União Europeia gera preocupação no agronegócio, afetando uma indústria de US$ 1,8 bilhão.
André de Paula informou que o governo iniciou negociações imediatas com autoridades da UE, incluindo um encontro do embaixador do Brasil com representantes sanitários europeus no dia seguinte ao anúncio, com a intenção de esclarecer a situação e adequar-se às exigências.
O ministro mencionou uma resposta positiva das autoridades europeias, permitindo que as avaliações se façam de forma separada por cadeia produtiva, apesar da inclusão de aves, ovos, mel e pescado na decisão.
André de Paula destacou que o governo colaborará com o setor privado para garantir que todas as normas sanitárias sejam atendidas, assegurando o acesso ao mercado europeu. O ministro expressou otimismo em relação ao enfrentamento desse desafio e na manutenção da relação comercial com a UE.
A decisão da União Europeia intensifica as preocupações do agronegócio sobre as consequências nas exportações de proteína animal. Mesmo assim, o ministro permaneceu confiante na capacidade do Brasil de permanecer como um dos principais fornecedores globais.
André de Paula enfatizou que as negociações com a União Europeia continuarão a ser uma prioridade, com o objetivo de mitigar impactos negativos no comércio exterior e garantir a segurança do setor produtivo.
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