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agricultura
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Soja mantém estabilidade no Brasil e Chicago durante a semana

Cotações impulsionadas pela guerra no Oriente Médio e clima nos EUA.

Tiago Abech21 de maio de 2026 às 17:15
Soja mantém estabilidade no Brasil e Chicago durante a semana

O mercado da soja encerrou a semana com preços firmes em Chicago e estabilidade nas principais regiões do Brasil, de acordo com informações da CEEMA. As cotações no mercado internacional giraram em torno de US$ 12,00 por bushel, com um fechamento a US$ 11,94 na última quinta-feira, acima dos US$ 11,74 da semana anterior.

A continuidade do conflito no Oriente Médio tem sido um dos principais fatores impulsionadores dos preços, enquanto a atenção agora se volta para as condições climáticas nos Estados Unidos, que começam a influenciar a formação de preços com o avançar da nova safra. Até 17 de maio, 67% da área prevista para plantio de soja nos EUA havia sido semeada, superando a média histórica de 53%. Além disso, 32% das lavouras já haviam germinado, em comparação com uma média de 23%.

No Brasil, a combinação dos preços de Chicago com a cotação do dólar em torno de R$ 5,00 resultou em pouca variação nos preços. Nas principais praças do Rio Grande do Sul, os valores dos sacos de soja ficaram entre R$ 113,00 e R$ 115,00, enquanto o restante do país registrou preços entre R$ 100,00 e R$ 114,00.

Os preços nas regiões de Nonoai, Não-Me-Toque, Pato Branco e Campo Novo do Parecis estão na faixa de R$ 100,00 a R$ 115,00 por saco.

Outro ponto importante do relatório da CEEMA diz respeito ao mercado internacional de farelo de soja. A Índia previu um recuo de 50% em suas exportações de farelo de soja para este ano, o menor volume em quatro anos, devido ao aumento de 47% nos preços locais em abril, que tornou o produto indiano menos competitivo frente aos fornecedores da Argentina, EUA e Brasil.

O preço do farelo de soja indiano na exportação foi estipulado em US$ 680,00 a tonelada FOB para junho, em contraste com os US$ 430,00 oferecidos pelos fornecedores sul-americanos. Isso deve levar os compradores asiáticos, que tradicionalmente adquiriam da Índia, a buscar alternativas nas Américas, com exportações indianas projetadas em apenas 900 mil toneladas para a temporada 2025/26, uma queda acentuada em relação ao ano anterior.

Colheita brasileira e expectativa futura

No Brasil, a CEEMA refere-se ao relatório da Conab datado de 14 de maio, que projetou a colheita de soja para 2025/26 em 180,1 milhões de toneladas, um aumento em relação às 171,5 milhões do ciclo anterior. O Rio Grande do Sul colheu 18,6 milhões de toneladas, o que representa um crescimento em relação às 16,6 milhões do ano passado, mas ainda abaixo da expectativa inicial de 22 milhões.

A produtividade média nacional foi estimada em 3.698 kg por hectare, enquanto o Rio Grande do Sul registou 2.769 kg por hectare, refletindo 25% a menos que a média do país devido à estiagem.

Para a próxima safra de 2026/27, o relatório indica um crescimento de apenas 400 mil hectares, o menor aumento em 20 anos, influenciado pela pressão nos custos de produção.

Entretanto, as exportações brasileiras continuam em alta. A Anec projeta embarques de soja para maio em 16,1 milhões de toneladas, quase alcançando o recorde do mês anterior. As exportações de farelo, embora tenham recuado, devem totalizar 2,78 milhões de toneladas, ainda em níveis elevados.

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