Acordo Mercosul-UE é debatido em Fórum Internacional do Agronegócio
Impactos e desafios do acordo no setor agrícola brasileiro

O Fórum Internacional do Agronegócio (Fiap) 2026, realizado em Campo Grande (MS), se debruçou sobre as implicações do acordo entre Mercosul e União Europeia, focando na combinação entre a abertura de mercados e o incremento das exigências regulatórias no comércio agrícola.
Entre os participantes do debate, estavam Pedro Henrique de Souza Netto, gerente de agronegócio da ApexBrasil, e Damian Lluna, conselheiro da Embaixada da União Europeia.
✨ ApexBrasil aponta que o acordo já traz benefícios tangíveis para o agronegócio nacional.
Pedro Henrique de Souza Netto destacou que o acordo Mercosul-UE já está gerando resultados palpáveis, como a diminuição das tarifas de importação, além da expansão dos mercados disponíveis para os produtos brasileiros. Ele frisou que isso representa uma oportunidade sem precedentes para o setor agrícola, particularmente na fruticultura, onde a uva, por exemplo, se torna mais competitiva na Europa após a eliminação de uma tarifa de 11,5%.
“O produtor rural do semiárido agora opera sem a taxação de importação”, afirmou Netto, o que altera a posição competitiva do Brasil em relação a países com acesso preferencial ao mercado europeu.
Para ele, além do impacto imediato nas exportações, o acordo configura uma oportunidade para o Brasil diversificar sua pauta produtiva, priorizando produtos com maior valor agregado e atraindo investimentos para a industrialização interna.
Ele utilizou o exemplo do café, que deve se beneficiar com a redução gradual das tarifas sobre produtos processados, como o café solúvel, que atualmente enfrenta barreiras no mercado da UE.
✨ O conselheiro da UE ressaltou a importância da adaptação às normas sanitárias e de rastreabilidade.
Damian Lluna, conselheiro da EU, comentou que o acordo é parte de uma estratégia mais ampla de diversificação de mercados e reafirmou que a Europa continua sendo um parceiro comercial fundamental do Brasil. Ele enfatizou que garantir o acesso ao mercado europeu irá depender da capacidade brasileira de investir em rastreabilidade e atender a padrões sanitários elevados.
Lluna também abordou que a implementação do acordo não é apenas sobre a liberalização comercial, mas exige que o Brasil se ajuste a exigências técnicas com relação a origem dos produtos e gestão de cotas.
O evento, que conta com apoio de várias instituições como a ApexBrasil e o Sebrae, procura discutir os caminhos que o agronegócio brasileiro deve seguir para aproveitar as oportunidades e enfrentar os desafios impostos pelo novo cenário econômico.
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