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Tarifas americanas afetam exportações brasileiras, diz economista

Especialista analisa impacto limitado e desdobramentos das medidas

Gabriel Rodrigues16 de julho de 2026 às 17:20
Tarifas americanas afetam exportações brasileiras, diz economista

O impacto da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelos Estados Unidos, será limitado devido ao grande número de produtos que estão isentos, segundo a economista Monica de Bolle, do Peterson Institute for International Economics (PIIE).

De acordo com De Bolle, a situação expõe os limites do protecionismo e a influência que Donald Trump realmente possui no comércio global, sendo bem menor do que sugere sua retórica.

Mais de 2,2 mil itens, como carnes e frutas, estão isentos das tarifas.

Embora os EUA aleguem estar se protegendo de práticas comerciais injustas, a economista critica a falta de lógica econômica por trás das tarifas. Ela considera a ação como uma manobra política, especialmente em um cenário de negociação fracassada entre os dois países.

Repercussões políticas e comerciais

Em resposta ao anúncio, o governo brasileiro repudiou a decisão e poderá acionar a Lei de Reciprocidade. Há receios de que uma retaliação leve a uma escalada em uma guerra comercial, o que pode ser prejudicial para ambas as economias.

"

Uma ação retaliatória poderia abrir espaço para uma guerra comercial com os Estados Unidos, algo que não seria bom para ninguém

Monica de Bolle.

Com as isenções, estima-se que cerca de 65% das exportações brasileiras para os EUA não sofrerão consequências diretas, minimizando o impacto na economia local.

Caminhos futuros para o Brasil

Diante das dificuldades em negociar com os EUA, o Brasil pode concentrar esforços em acordos comerciais com outros países, como os membros da União Europeia e nações da Ásia, para compensar possíveis perdas.

Essas negociações são essenciais para diversificar os mercados de exportação e garantir que produtos brasileiros encontrem novos destinos.

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