Especialista analisa impacto limitado e desdobramentos das medidas

O impacto da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelos Estados Unidos, será limitado devido ao grande número de produtos que estão isentos, segundo a economista Monica de Bolle, do Peterson Institute for International Economics (PIIE).
De acordo com De Bolle, a situação expõe os limites do protecionismo e a influência que Donald Trump realmente possui no comércio global, sendo bem menor do que sugere sua retórica.
✨ Mais de 2,2 mil itens, como carnes e frutas, estão isentos das tarifas.
Embora os EUA aleguem estar se protegendo de práticas comerciais injustas, a economista critica a falta de lógica econômica por trás das tarifas. Ela considera a ação como uma manobra política, especialmente em um cenário de negociação fracassada entre os dois países.
Em resposta ao anúncio, o governo brasileiro repudiou a decisão e poderá acionar a Lei de Reciprocidade. Há receios de que uma retaliação leve a uma escalada em uma guerra comercial, o que pode ser prejudicial para ambas as economias.
"Uma ação retaliatória poderia abrir espaço para uma guerra comercial com os Estados Unidos, algo que não seria bom para ninguém
Com as isenções, estima-se que cerca de 65% das exportações brasileiras para os EUA não sofrerão consequências diretas, minimizando o impacto na economia local.
Diante das dificuldades em negociar com os EUA, o Brasil pode concentrar esforços em acordos comerciais com outros países, como os membros da União Europeia e nações da Ásia, para compensar possíveis perdas.
Essas negociações são essenciais para diversificar os mercados de exportação e garantir que produtos brasileiros encontrem novos destinos.
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Jornalista especializado em economia

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