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Agronegócio
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Agronegócio brasileiro avança, mas rentabilidade é desafio

Safra recorde de grãos não garante lucros para produtores

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 02:30
Agronegócio brasileiro avança, mas rentabilidade é desafio

O agronegócio nacional está prestes a colher mais uma safra recorde, prevendo-se uma produção de 358,6 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, conforme dados da Conab. Entretanto, mesmo com este aumento do volume total, a rentabilidade continuará a ser uma preocupação central para os produtores rurais.

Ricardo Leite, superintendente executivo do Banco Safra, destaca que a margem de lucro será um dos principais desafios que os agricultores vão enfrentar nos próximos ciclos. A soja, que permanece como a principal cultura, deverá ter uma colheita prevista em 180,3 milhões de toneladas.

O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes usados na agricultura, o que pressiona os custos de produção.

Apesar das projeções otimistas, o desempenho financeiro dos setores agrícolas dependerá de decisões estratégicas quanto a custos, crédito, comercialização e gestão de caixa. O foco já se volta para a safra 2026/27, que deve trazer um cenário de rentabilidade mais seletiva, onde a eficiência nos gastos será fundamental.

No primeiro trimestre de 2026, foram entregues 9,76 milhões de toneladas de fertilizantes, um aumento de 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, com Mato Grosso representando uma parte significativa desse total. As exportações também se mostraram robustas, com 14,82 milhões de toneladas de soja sendo embarcadas em maio, atingindo recordes históricos na comparação entre janeiro e maio.

Contexto

A pressão sobre insumos e a necessidade de uma comercialização mais inteligente tornam a próxima safra um teste para os agricultores, que precisarão se adaptar para garantir rentabilidade, mesmo com o aumento da produção.

Portanto, a próxima safra não se trata apenas de aumentar a produção, mas de fazê-lo de maneira eficiente e rentável, focando na compra estratégica, estruturação do financiamento e decisões antecipadas sobre o mercado.

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