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economia
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Queda de preços de óleos reflete safra recorde de soja no Brasil

Aumento da oferta de soja impacta preços e poder de compra do consumidor

Gabriel Rodrigues29 de junho de 2026 às 13:35
Queda de preços de óleos reflete safra recorde de soja no Brasil

A recente colheita recorde de soja no Brasil já apresenta impactos concretos no bolso dos brasileiros. Um levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) aponta que os preços dos óleos, entre eles o de soja, estão em queda, refletindo uma deflação de 6,05% acumulada em 2026.

Nesse contexto, o óleo de soja se destaca, com uma redução de 1,28% em maio e uma queda acumulada de 10,2% no ano. Felipe Queiroz, economista-chefe da Apas, aponta que essa dinâmica se deve ao aumento da oferta de soja tanto no mercado interno quanto externo.

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Segundo a Cepea, a colheita está praticamente finalizada no Brasil, confirmando a estimativa do USDA de uma safra recorde de 180 milhões de toneladas. As perspectivas globais também são otimistas com avanços na colheita argentina e no plantio nos Estados Unidos.

Com um volume maior de soja disponível, a oferta de óleo de soja aumenta, o que é crucial para as famílias brasileiras, já que esse produto é um dos itens mais comuns nas compras do dia a dia. Essa redução contribuirá para a diminuição das despesas domésticas, possibilitando uma melhoria no poder aquisitivo dos consumidores.

Óleo de soja fica 1,28% mais barato em maio e registra redução de 10,2% no ano.

Além dos óleos, o levantamento da Apas detectou uma situação de estabilidade nos preços de outros produtos essenciais. Itens de higiene e beleza apresentaram queda de 0,16% em maio, enquanto produtos de limpeza tiveram alta modesta de apenas 0,39% em 2026, indicando uma inflação contida nesses setores.

Para a Apas, o desempenho positivo destes produtos sugere um alívio nas dificuldades financeiras das famílias, impulsionado pela melhoria na oferta de alimentos e matérias-primas, o que favorece o consumo e cria um ambiente mais equilibrado no varejo supermercadista.

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