Alta do feijão-preto pode impactar mercado e produtores
Valorização reflete queda na produção no Paraná.

Os preços do feijão-preto no varejo subiram 9% entre maio e junho de 2026, atingindo R$ 5,78 por quilo. Este aumento representa uma valorização acumulada de 11% nos últimos 12 meses, conforme o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
Em junho, o feijão-carioca também apresentou alta, cotado a R$ 9,02 por quilo. Essa valorização dos dois tipos de feijão é atribuída à queda na produção paranaense, que deve resultar em uma oferta total de 526 mil toneladas das três safras, uma redução de 40% em relação ao recorde de 2025.
✨ Queda de 40% na produção de feijão no Paraná em relação ao ano anterior.
O relatório do Deral aponta que a diminuição da área cultivada é o principal fator para a redução na produção. Apesar da alta nos preços, os valores praticados pelos produtores continuam acima dos registrados no mesmo período do ano passado, embora tenham se estabilizado durante o mês de junho.
O Paraná mantém sua posição como o maior produtor de feijão do Brasil, sendo o feijão-preto o destaque. Entretanto, o futuro da próxima safra é incerto devido à volatilidade das cotações nos últimos anos, complicando o planejamento das cadeias produtivas. Os avanços tecnológicos nas cultivares, contudo, têm permitido um armazenamento mais eficaz do grão, essencial para manter a qualidade ao longo do tempo.
Perspectivas Futuras
O desenvolvimento de novas tecnologias pode ajudar a estabilizar os preços do feijão e promover relações comerciais mais duradouras no setor agrícola.
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