Oferta restrita de trigo reduz liquidez no mercado nacional
Cepea indica que moageiras estão abastecidas e priorizam novos lotes

A atual escassez de trigo no Brasil influencia diretamente a liquidez do mercado físico, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As moageiras relatam que estão bem abastecidas e não têm necessidade imediata de adquirir grandes volumes.
Neste momento, as moageiras estão focando nas negociações de lotes da nova safra, com expectativas de entrega programadas para entre setembro e outubro de 2026. Por outro lado, os vendedores ainda com estoques, especialmente em São Paulo, que enfrenta uma disponibilidade ainda mais limitada, estão buscando negociar a preços elevados.
✨ Em São Paulo, a pressão para sustentar os preços se intensifica devido à escassez do produto.
No Rio Grande do Sul, o maior estado produtor de trigo no país, o indicador Cepea/Esalq registrou nesta segunda-feira (6/7) um preço de R$ 1.324,01 por tonelada para o trigo brando, representando uma queda de 0,41% em comparação ao início de julho. Já no Paraná, a cotação para o trigo pão ou melhorador foi de R$ 1.363,13 por tonelada, com um recuo de 0,40% na mesma comparação.
Contexto
A oferta de trigo no Brasil é sazonal e varia com as safras, impactando diretamente os preços e a dinâmica do mercado.
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