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Agronegócio
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Argentina eleva previsão de soja para 50,1 milhões de toneladas

Revisão destaca desempenho acima da média, apesar de área reduzida

João Pereira21 de maio de 2026 às 18:35
Argentina eleva previsão de soja para 50,1 milhões de toneladas

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires atualizou nesta quinta-feira (21) suas projeções para a safra de soja da Argentina, elevando a expectativa de produção de 48,6 milhões para 50,1 milhões de toneladas. Essa mudança foi impulsionada por uma análise baseada em sensores remotos.

Além do aumento na produção, a entidade também revisou a área cultivada, que caiu de 17,2 milhões para 16,8 milhões de hectares. Essa diminuição foi compensada por rendimentos superiores à média em grande parte das plantações.

A produtividade média nacional de soja foi estimada em 3,28 toneladas por hectare, o maior índice das últimas seis safras.

Apesar da área cultivada ser 9% inferior à da safra anterior e 1,3% menor que a média dos últimos cinco anos, a colheita de soja apresentou um avanço de 17 pontos percentuais na semana passada, alcançando 74,7% da área apta.

Projeção de Milho

A Bolsa também aumentou sua previsão para a produção de milho em 2025/26, de 61 milhões para 64 milhões de toneladas, com a área semeada ajustada para 8,4 milhões de hectares. O rendimento médio foi calculado em 8,48 toneladas por hectare.

Atualmente, a colheita de milho atinge 32,9% da área optada, com um crescimento semanal de 0,9 ponto percentual. Os trabalhos têm avançado lentamente, pois os agricultores estão priorizando a colheita da soja.

Importância das Revisões

As atualizações sobre a produção de soja e milho na Argentina têm grande relevância no mercado, uma vez que o país é um dos principais exportadores globais desses grãos. A oferta maior pode influenciar diretamente os preços e o fluxo comercial das commodities.

A movimentação do mercado deve se manter atenta ao progresso da colheita e a possíveis novos ajustes. Até o momento, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires aponta para um cenário de oferta mais robusta, embora ainda dependente da conclusão das atividades no campo.

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