Medidas visam aumentar competitividade e beneficiar setor produtivo

O governo da Argentina revelou nesta quarta-feira (1º) a decisão de eliminar gradualmente os Direitos de Exportação (DEX), que são impostos aplicados às exportações de veículos e bens industriais. A medida, que terá seu impacto total em junho de 2027, busca aliviar a carga tributária e aumentar a competitividade das indústrias argentinas.
Atualmente, a maioria das exportações industriais é tributada em alíquotas que variam de 3% a 4,5%. O cronograma para a redução desses impostos inicia imediatamente e será realizado de forma progressiva até sua completa extinguição.
✨ A medida pode reduzir os preços de veículos argentinos exportados para o Brasil.
Entre os produtos que terão a alíquota zerada estão automóveis, picapes, caminhões e ônibus. Além disso, a iniciativa já eliminou imediatamente os impostos sobre uma gama de insumos, incluindo metais como aço e alumínio, bem como produtos químicos e petroquímicos.
Essa nova política complementa uma série de iniciativas lançadas em 2025, quando o governo argentino isentou 88% dos produtos industriais de taxas de exportação, beneficiando cerca de 4,4 mil produtos e 40% das empresas exportadoras.
Além disso, no início de 2025, o governo também eliminou impostos sobre cadeias produtivas regionais, como têxtil, papel e alimentos.
Essas mesures estão alinhadas com as novas dinâmicas comerciais internacionais, incluindo o recente acordo do Mercosul com a União Europeia e negociações em andamento com os países do EFTA (Noruega, Finlândia, Suíça).
Segundo as autoridades argentinas, a redução dessas taxas visa melhorar a competitividade, reduzir os preços para os exportadores e criar um ambiente propício para investimentos e geração de empregos.
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Jornalista especializado em economia

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