Bertalha e Caruru: Novas Cultivares de PANCs são Lançadas no Brasil
Embrapa registra primeiros cultivares que prometem transformar o mercado de alimentos.

A Embrapa anunciou o registro das primeiras cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) no Brasil, a bertalha BRS Tereverde e o caruru BRS Ilekalu, marcando uma nova fase para esses vegetais raramente encontrados em supermercados e que podem oferecer alta nutrição.
✨ As PANCs começam a ganhar mercado após anos de cultivo informal.
Essas novas variedades foram desenvolvidas a partir de um acervo genético preservado por mais de duas décadas e representam uma oportunidade para produtores em busca de alimentos nutritivos adaptados ao clima tropical brasileiro. Com identidade genética clara e recomendações de cultivo comprovadas, estas cultivares visam ampliar a produção comercial.
Desafios e Oportunidades no Mercado
Apesar do crescente interesse por PANCs em feiras e hortas urbanas, o setor ainda enfrenta desafios significativos. A produção continua a ser predominantemente artesanal, com escassez de sementes padronizadas e cadeias produtivas frágeis. A Embrapa espera que a introdução de cultivares comerciais possa melhorar a distribuição e o consumo desses vegetais nos próximos anos.
Outras variedades, incluindo vinagreira e almeirão-roxo, também estão em fase de desenvolvimento, visando fortalecer ainda mais esse segmento.
Cultivares Resilientes para Altas Temperaturas
Em um contexto de altas temperaturas permanentes, a bertalha BRS Tereverde destaca-se por seu potencial de produtividade em ambientes calorosos, adaptando-se a até 40°C e prometendo rendimentos de 40 a 60 toneladas por hectare. O caruru BRS Ilekalu apresenta um alto teor de proteína em suas folhas, sendo uma variante inovadora direcionada para o consumo como hortaliça folhosa.
✨ Abertura de espaço para agricultura familiar.
A Embrapa vê nas novas cultivares uma chance de diversificação de renda para agricultores familiares e pequenos produtores, já que estas PANCs requerem menos área e têm um valor agregado superior em certos mercados. O grande desafio, no entanto, será criar uma cadeia produtiva estruturada que garanta a oferta regular e a escalabilidade das colheitas.
Com o lançamento das primeiras variedades registradas, a Embrapa espera que essas plantas, anteriormente restritas a quintais e hortas caseiras, possam ocupar uma posição relevante no mercado agrícola brasileiro.
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