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Agricultura familiar impulsiona merenda escolar no Brasil

Modelo de alimentação escolar combina política pública e produtos locais

Mariana Souza03 de junho de 2026 às 18:00
Agricultura familiar impulsiona merenda escolar no Brasil

A discussão sobre a alimentação nas escolas brasileiras ganhou destaque hoje, com foco especial na contribuição da agricultura familiar na oferta de alimentos para a rede pública de ensino.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Brasil implementa um sistema que combina políticas de compra institucional com a alimentação diária dos estudantes da educação básica.

A presença de produtos da agricultura familiar é vista como fundamental para conectar agricultores locais à demanda do setor público.

O cardápio da merenda escolar é diversificado, incluindo arroz, feijão, carnes, peixe, hortaliças e leguminosas. A nutricionista infantil Zuila Acioly destaca a importância de priorizar a qualidade das refeições escolares, uma vez que a merenda muitas vezes é a principal fonte alimentar dos alunos.

A nutricionista afirma que a oferta de alimentos frescos e variados é crucial para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças.

Relevância da Política

Esta política também beneficia pequenos produtores, cooperativas e associações rurais, reduzindo a dependência do varejo tradicional e proporcionando uma demanda mais previsível para alimentos como frutas e hortaliças.

Adicionalmente, o documento menciona o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e iniciativas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que visam fortalecer a segurança alimentar e a agricultura local.

No entanto, uma comparação com os Estados Unidos não trouxe dados concretos sobre volumes de compras ou valores de contratos, o que limita a análise do impacto econômico dessa política.

Do ponto de vista técnico, a alimentação escolar serve como uma ferramenta de segurança alimentar e um canal de comercialização para a produção familiar, embora a eficácia desse sistema dependa de dados oficiais atualizados sobre compras e participação regional dos fornecedores.

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