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Agronegócio
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Bioinsumos revolucionam o manejo da soja, reduzindo custos

Análise revela benefícios e alternativas viáveis no cultivo

Ricardo Alves20 de maio de 2026 às 09:45
Bioinsumos revolucionam o manejo da soja, reduzindo custos

O uso de bioinsumos no cultivo da soja tem se estabelecido como uma estratégia inovadora, trazendo impactos significativos nos custos de produção e nas técnicas de controle de pragas. Essa avaliação foi feita por Gabriel Medina, professor da Universidade de Brasília.

Alternativas ao manejo convencional

No modelo tradicional, os insumos biológicos estão sendo adotados com prioridade sobre os químicos. Destaque para o uso de inoculantes que promovem a fixação biológica de nitrogênio, além de bionematicidas que são aplicados na semeadura ou tratamento de sementes para controlar nematoides.

A substituição parcial de defensivos químicos por biológicos é uma tendência crescente.

Além disso, o emprego de biofungicidas no tratamento de sementes visa combater Fusarium e o mofo branco. Isso se estende ainda à possibilidade de utilizar esses produtos para substituir fungicidas multissítio nas primeiras aplicações, o que pode reduzir os custos iniciais do manejo.

Empilhamento e sua eficácia

Outra abordagem é o empilhamento, onde bioinsumos são aplicados como complementos aos defensivos químicos, buscando aumentar a eficácia do controle e diminuir a resistência a esses produtos, sem um aumento significativo nos custos. Exemplo disso são o fungo Beauveria para controle de insetos sugadores e Bacillus thuringiensis para lagartas.

O estudo revela que, para cada hectare de soja no Distrito Federal, o custo do manejo convencional é cerca de R$ 2.244, enquanto o uso de bioinsumos pode reduzir esse valor para R$ 2.103, e o empilhamento resulta em um custo de R$ 2.265.

Avaliações em campo são essenciais para medir a produtividade e o retorno sobre o investimento.

A próxima fase da pesquisa irá se concentrar na análise da produtividade dos diferentes sistemas de manejo, a fim de verificar o retorno econômico dessa transição para práticas sustentáveis.

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