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Agronegócio
2 min de leitura

Cooperativa Frísia Promove Feijão-Mungo como Nova Opção de Cultivo no Tocantins

Alternativa sustentável para a segunda safra em meio ao avanço da colheita de soja

Gabriel Rodrigues25 de março de 2026 às 17:45
Cooperativa Frísia Promove Feijão-Mungo como Nova Opção de Cultivo no Tocantins

Uma cooperativa localizada no Tocantins está apresentando o feijão-mungo (Vigna radiata) como uma opção viável para a segunda safra aos seus associados. Esta ação inclui suporte técnico e orientações comerciais para os interessados em integrar essa cultura ao seu sistema de cultivo.

Cenário Atual

A proposta surge em um contexto bastante oportuno, com a colheita da soja progredindo no estado, momento em que os produtores começam a planejar as culturas a serem cultivadas após a oleaginosa.

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Nosso objetivo é apoiar os cooperados em suas decisões de cultivo, considerando a realidade de cada fazenda

Alexandre Rentz Solek, engenheiro agrônomo.

Feijão-mungo se destaca por seu ciclo curto e adaptação a ambientes com baixa disponibilidade de água.

Insights Técnicos

A Fundação ABC está realizando estudos para avaliar o desempenho do feijão-mungo em diferentes tipos de solo e épocas de semeadura, buscando compreender seus impactos no sistema produtivo.

Claudio Kapp Junior, pesquisador da Fundação ABC, aponta que a viabilidade econômica da cultura tem atraído a atenção dos produtores. O feijão-mungo, segundo ele, pode oferecer uma alternativa rentável durante a segunda safra, especialmente ao considerar os riscos envolvidos.

Benefícios da Diversificação

Alexandre ressalta que diversificar as opções na segunda safra é fundamental para minimizar riscos climáticos e de mercado. O feijão-mungo pode ser uma escolha estratégica, desde que haja um planejamento adequado.

  • 1Ciclo de florescimento: 50 a 60 dias
  • 2Colheita em 90 a 100 dias após o plantio
  • 3Adaptação a solos franco-arenosos
  • 4Necessidade de água: entre 350 e 500 mm

Atualmente, alguns cooperados já estão em sua segunda temporada de cultivo do feijão-mungo, após resultados positivos obtidos na safra de 2025.

As condições do tocantinense do solo e clima favorecem culturas de ciclo mais curto, o que sublinha a necessidade de uma avaliação técnica antes da adoção em grande escala.

O suporte comercial da cooperativa inclui parcerias para fornecer sementes e contratos com preços definidos, oferecendo previsibilidade aos produtores.

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Nosso papel é identificar e apresentar oportunidades que sejam tanto tecnicamente viáveis quanto economicamente sustentáveis

Marcelo Cavazotti, gerente executivo.

O feijão-mungo é uma planta que se desenvolve em cerca de 90 a 100 dias, atingindo entre 60 e 75 centímetros de altura, ideal para o cultivo em solos com menor oferta hídrica, embora necessite de cuidados com o encharcamento.

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