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Agronegócio
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Brasil conquista novas autorizações de exportação para Togo e Peru

Novas liberações ampliam mercado agropecuário brasileiro

Ricardo Alves11 de maio de 2026 às 16:05
Brasil conquista novas autorizações de exportação para Togo e Peru

O Brasil acaba de garantir três novas autorizações de exportação para a União Econômica Euroasiática, Peru e Togo, conforme anúncio feito nesta segunda-feira pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Essas liberações seguiram-se à conclusão das negociações sanitárias e fitossanitárias entre os países envolvidos.

Exportações para a União Econômica Euroasiática

Para a União Econômica Euroasiática — composta por Armênia, Belarus, Casaquistão, Quirguistão e Rússia — foi deferida a exportação de grãos secos de destilaria de milho (DDG). Este composto é derivado do processo de produção de etanol e se destina à alimentação animal. Em 2025, o bloco importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, com ênfase em café, proteínas animais e fumo.

Novos mercados: Peru e Togo

A autorização para o Peru refere-se ao transporte de material genético de pólen de batata. Segundo os ministérios, essa liberação fomenta a cooperação em pesquisa e melhoramento vegetal, além de diversificação produtiva. No mesmo ano, as exportações para o Peru totalizaram US$ 729 milhões, abrangendo produtos florestais, proteínas animais, derivados da soja, cereais, farinhas e preparações.

Já em relação ao Togo, foi autorizada a importação de equinos vivos brasileiros para fins de reprodução, beneficiando o segmento de genética animal. No último ano, o Brasil exportou mais de US$ 148 milhões para o país africano, com foco em produtos do complexo sucroalcooleiro, proteínas animais e couro.

Com essas novas autorizações, o Brasil totaliza 84 aberturas de mercado para produtos agropecuários em 2026.

Embora não tenham sido especificados os volumes de embarque e prazos de início das operações, as novas liberações fortalecem a posição do Brasil em mercados já existentes. A efetivação das exportações depende do cumprimento dos requisitos sanitários e operacionais estipulados nos acordos firmados.

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